terça-feira, 31 de dezembro de 2013
Feliz Ano Novo
Já que no Natal estive forçosamente afastada daqui, que hoje haja um minuto para desejar a quem passa aquilo que desejo para mim: tudo de bom neste ano que se avizinha.
Sejam felizes, acima de tudo, sem causar infelicidade a ninguém.
Vamos colorir 2013 [Dezembro - Cloud Dancer 1, 2, 3, 4]
Por motivos vários, este mês não não lancei as minhas fotos para o desafio das fotos. Não quero que o ano de 2013 acabe sem terminar o desafio. Promessas são para cumprir.
Ainda hei-de cá vir outra vez antes do ano acabar.
Obrigada Ângela e Lemon por este desafio. Consegui completar um ano de desafio mesmo que atrasada.
Ainda hei-de cá vir outra vez antes do ano acabar.
Adoro pérolas, mesmo que algumas sejam falsas.
presente de Natal do meu sobrinho que tem nome de anjo
o meu mini-presépio de mesa. este ano não me apeteceu desencaixotar o grande.
Obrigada Ângela e Lemon por este desafio. Consegui completar um ano de desafio mesmo que atrasada.
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
O meu presente para todos
Este é o meu conto de Natal predilecto, mais de vinte anos passaram desde que o li a primeira vez. Atribuem-no (pelo que pesquisei) ao autor do Principezinho. Se eu tivesse jeito para ilustrações, este era o conto de Natal que eu ofereceria no Natal ao meu sobrinho, feito com as minhas mãos, embora não sendo minha a história. Já falei nisto há uns dias atrás.
Este é o meu presente para quem passa por estas bandas. Para quem gosta de contos, espero que aprecie tanto como eu.
As Filhós de Natal
Era uma vez uma velhinha que morava na última casa da aldeia, e como sempre acontece às pessoas que vivem sós, costumava pensar em voz alta. O tempo do Natal estava a chegar e a velhinha certo dia lamentou-se:
— Ai, já amanhã é a véspera de Natal e pela primeira vez na minha vida não vou comer filhós! Mas como havia eu de as amassar? Não tenho força nestes braços para pegar na abóbora que está em cima do muro... Não posso subir a uma escada para apanhar laranjas... 0 reumatismo não me deixa ir ao moinho buscar farinha, nem à loja comprar azeite... Para mais, as malucas das galinhas escondem os ovos lá pelos campos... E o mel acabou-se quando me constipei e tive de o tomar às colheres para curar a tosse. Dizia aquilo, mas bem se via que estava triste, porque gostava muito de filhós. Todos os velhinhos gostam de coisas doces. Naturalmente porque já têm poucos dentes e os doces derretem-se na boca sem ser preciso mastigá-los. Um cão que passava em frente da casa, ouviu-a e ficou cheio de pena.
- Coitada da velhinha! Se eu pudesse, ajudava-a...Olhou para o muro e viu a abóbora grande, redonda, cor-de-rosa.
- Sou muito bem capaz de a atirar ao chão — ladrou o cão lá para consigo. Assim soubesse trepar às árvores que também lhe apanhava as laranjas. Foi então que se lembrou do gato que andava em cima do telhado e chamou-o:
- Ó gato, queres ajudar a velhinha a fazer filhós?
- Eu?! De que maneira?
- Podes trepar à laranjeira e apanhar-lhe duas laranjas.0 gato miou logo que sim, e o cão contou-lhe o que também pensava fazer.
- Bom, mas ainda falta a farinha.
- Pois falta! - ladrou o cão.
- Há por aí um rato que deve conhecer todos os cantos do moinho e pode arranjá-la. Vou falar com ele. E o gato pôs-se à procura do rato. Não foi difícil encontrá-lo, a espreitar à entrada do seu buraquinho. -Ó rato, queres ajudar a velhinha a fazer filhós?- Eu?! De que maneira?- Podes ir ao moinho e trazer-lhe farinha. O rato soltou dois guinchinhos que queriam dizer "sim, sim", mas perguntou por sua vez:
- E o azeite?
- É verdade! Falta o azeite ainda.
- Eu conheço uma coruja que mora na torre da igreja. Talvez ela consiga arranjar algum. Vou pedir-lho. E o rato meteu por um carreirinho que ia ter à igreja da aldeia. Subiu os degraus da torre, e lá no alto foi encontrar a coruja a dormitar. Chamou por ela:
- Ó coruja, queres ajudar a velhinha a fazer as filhós?
- Eu?! De que maneira?- Podias dar-lhe uma pinguinha de azeite.- O azeite não é meu, é de Nosso Senhor; mas como é para a velhinha festejar o Natal, tenho a certeza de que Ele não se vai importar. Que eu para mim nunca Lhe bebi nem uma gota, apesar do que muita gente pensa a meu respeito.
- Bom. O azeite está garantido.
- Sim, mas então os ovos? - piou a coruja.
Pois é, faltam ainda os ovos, mas as malucas das galinhas escondem-nos bem escondidos.
- Talvez o milhafre que vê muito bem ao longe possa dar um jeito. Nós ainda somos parentes; vou falar com ele. E a
corujafoi em busca do milhafre. Custava-lhe um bocado a aguentar nos olhos a claridade do dia a que não estava habituada, mas para ajudar a velhinha, valia a pena o sacrifício. Lá muito no alto, ao pé das nuvens, viu um milhafre a peneirar, de asas abertas. Peneirar, chama-se ao voo quase parado dos milhafres, quando andam à procura de caça.
- Ó milhafre! - gritou a coruja. Tu queres ajudar a velhinha a fazer as filhós?
- Eu?! De que maneira?
- Vê se descobres o sítio onde as galinhas escondem os ovos.
- Está bem — respondeu o milhafre. Mas onde se vai arranjar o mel?
- É verdade! 0 mel...
- Deixa que eu pergunto às galinhas se por acaso viram alguma abelha. Enquanto a coruja voltava para a sua torre, o milhafre começou lentamente a descer lá dos altos, sempre de olhos bem abertos até que por fim avistou três ovos escondidos numas moitas. Baixou mais e veio pousar num terreno onde uma galinha depenicava.
- Olá, galinha! Queres ajudar a velhinha a fazer as filhós?
- Eu?! De que maneira?
- Oferecendo-lhe alguns dos teus ovos.
- Com todo o gosto – cacarejou a galinha.
– Mas ainda falta outra coisa, que é o mel.- Já tinha pensado o mesmo. Não encontraste por aí nenhuma abelha?
- As abelhas no Inverno pouco saem do cortiço... Mas agora me lembro de que vi uma delas, meio entorpecida de frio, acolá nas urzes. Assim lá esteja ainda. E a galinha dirigiu-se ao sítio indicado, pezinho cauteloso à frente um do outro, cabecinha à banda ora virada à direita, ora virada à esquerda. A abelha continuava, sonolenta e friorenta, poisada numa haste.- Ó abelha queres ajudar a velhinha a fazer as filhós?
- Eu?!De que maneira?- Dando-lhe um bocadinho de me! É só o que falta.
– Nesta altura do ano há pouco, mas temos ainda uma pequena reserva, e como é só para uma pessoa, arranja-se. Vou buscá-lo – zumbiu a abelha, levantando voo com alguma dificuldade.
– Se tens frio e estás cansada, pousa na minha cabeça que eu levo-te ao cortiço – ofereceu a galinha.
– Aceito e agradeço – respondeu a abelha. Na véspera de Natal, quando a velhinha se levantou foi encontrar na cozinha a abóbora, as laranjas, a farinha, o azeite, os ovos e o mel necessários para fazer as suas filhós.
(Não me perguntem como foi que os animais transportaram tudo para ali. Nas histórias estas coisas acontecem, mas ninguém sabe como...)
– Milagre de Natal! – exclamou a velhinha. E foi cozer a abóbora, descascar as laranjas, amassar os ovos com a farinha, fritar as filhós…e à ceia enquanto as comia, regadas com mel, repetia sempre:
– Milagre de Natal! Milagre de Natal!
Para mim, o verdadeiro milagre de Natal foi outro: foi o cão não ter mordido no gato, o gato e a coruja não terem querido comer o rato, o milhafre não ter levado a galinha, a galinha não ter comido a abelha, a abelha não a ter picado e todos, sem desconfiança uns dos outros e em paz, terem juntado a sua boa vontade para que a velhinha pudesse comer as suas filhós na noite santa de Natal.
Antoine de Saint-Exupéry
depois do que tenho visto e ouvido nos ultimos dias
Fico com ideia que as pessoas que sempre tiveram os Natais mais modestos são as que continuam a gostar de Natal.
As que sempre tiveram tudo em diversidade e quantidade gostariam que esta época não existisse. Se mandassem, aboliam este dia do calendário.
Obviamente, que não há regras sem excepções.
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
emoções
Ontem conversei muito com o meu sobrinho, enquanto estive em casa do meu irmão. Ele falou, eu ouvi. Ele contou as peripécias dos dias dele, eu ouvi e fui-lhe alimentando a imaginação já de si fértil, quer-me parecer. Conta histórias mirabolantes só para me fazer rir. Sempre achou muita graça que eu me risse das suas graçolas.
Quando foi dormir, deu-me as duas beijocas da praxe e eu dei-lhe um grande abraço demorado.
E hoje, de todas as vezes que me lembro dos momentos de ontem emociono-me. Lá brotam mais umas lágrimas. Ele, se me visse chorar, ficaria triste.
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
habituamos mal as pessoas
Trago muitas vezes bolos, queques, biscoitos aqui para o trabalho. Feitinhos na hora- muitas vezes- o que implica levantar-me mesmo muito, muito cedo, uma vez que tenho uma hora de caminho até ao trabalho.[faço com gosto, não me lamento]. Fico muito satisfeita quando as pessoas apreciam. é também uma forma de mimar as pessoas.
O meu chefe e patrão - guloso, guloso que só ele - já me falou nas broas castelares sei lá quantas vezes. Ainda há pouco me voltou a falar. pela enésima vez.
Por graça [nada a ver com graxa, que fique bem claro], até era capaz de experimentar, mas acho que deve ser um doce demasiado elaborado para as minhas mãos. Tenho medo que a coisa corra mal, e depois fico com pena das horas que fico a dever à cama.
O chefe surpreende-se que as pessoas da minha idade e mais novas saibam cozinhar [a mulher dele não sabe]. por isso, é com deleite que lhe provo exactamente o contrário.
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