sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Dezoito

O nosso namoro atingiu hoje a maioridade[embora nem sempre pareça, devido a algumas infantilidades];  nove deles, foram de casamento a comemorar lá mais para o final do ano.

A esta hora, ele já me tinha perguntado se queria namorar com ele, e já tínhamos dado o primeiro beijo. 

Hoje estamos ambos de parabéns. Ele pode esquecer-se de comprar pão, ou de apagar luzes, ou nem sempre repara quando tenho uma roupa nova, mas nunca se esquece da data - vai ao minuto. E a par dos pequenos defeitos, tem grandes qualidades que continuo a apreciar desde o primeiro dia. 
Estamos de parabéns por estes dezoito anos; no bem e no mal, cá nos temos aguentado.


quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

eu antes não era assim

Ao fim-de-semana faço tanta coisa - não páro - e não tenho nem um quarto do cansaço que sinto durante a semana.
Eu, que antes aguentava tudo e dormia ainda menos do que durmo, agora pareço um farrapo. Sempre a desejar que chegue o fim-de-semana.
O trabalho anda a sugar-me toda a energia.  
Este ano tinha-me prometido começar a sair mais cedo. Ainda não cumpri uma única vez.

As resoluções de ano novo estão, portanto, a seguir um óptimo caminho. Como a escrita por estas bandas, que anda pelas ruas da amargura.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

não é ironia?

Aqui na empresa [maioritariamente masculina], temos uns quantos casos de homens que não têm qualquer filho; e temos outros tantos que têm vários filhos, frutos de várias relações. A maioria destes afirma que tem condições bastante limitadas para ter filhos.  
Um deles (mas há mais) vai agora para o terceiro filho - já tem um de uma relação anterior, a companheira tem outro de outra relação, e está agora grávida de sete meses. Ele vê-se obrigado a faltar alguns dias ao trabalho, já que a gravidez apresenta riscos acima dos comuns. Agora um destes dias, lamentava a sua sorte, contando que a companheira era acompanhada pelo Centro de Saúde, no planeamento familiar e que a causa da sua garvidez, alegadamente, tinha sido por a médica lhe ter prescrevido uma pílula "mais fraca". Vê-se agora com uma débil situação financeira para ter mulher e três filhos a seu cargo. A sua situação aqui na empresa é de temporário, ao faltar tantas vezes, podem dispensá-lo.
Ora eu que "ando habitualmente à chuva, a ver se me molho" e não tomo a pílula há muito tempo, não há meio de a natureza me contemplar com tamanho presente. Já outros vão tendo nozes, mesmo que não tenham dentes para as roer.
Ouço casos destes recorrentemente, e sinceramente, nem sei que diga, nem sei que sinta.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Momento: Vale a pena pensar (mesmo) nisto

Há muitas opiniões que tenho que, remando contra a maré, me parece inútil partilhá-las com demasiadas pessoas. As pessoas que privam comigo sabem exactamente o que penso. 
Ontem, numa visita rápida pelas (letras) gordas da blogosfera deparo-me com um texto que reflecte exactamente o que penso. (O tempo tem sido tão contadinho, que as visitas são mesmo fugazes, feitas  de lanchinho numa mão e rato na outra.).

Acho que vale a pena pensar nisto: Aqui.

Escrito por uma das pessoas que mais bem escreve pelos meandros da blogosfera que conheço. Nos tempos em que as pessoas não ouvem e mal sabem ler, isto será uma "espécie de sermão as peixes", mas insisto ainda assim, que vale a pena pensar nisto.
Seríamos todos melhores pessoas, e eu não veria tanta gente tão só.

domingo, 12 de janeiro de 2014

o que lá vai, ainda está... [isto é um texto estranho e confuso]

Dizem que o que lá vai, lá vai. Por aqui o que lá vai, deixou algumas mazelas estranhas. 
Tenho-me apercebido que o meu sexto sentido, ou poder de observação, tem-se tornado cada vez mais aguçado ao ponto de sentir um certo receio, por mim, pelos outros. às vezes, dava-me menos que pensar se não me apercebesse de certas realidades à minha volta.
Sei que a maioria das pessoas julga que o mal só acontece aos outros. Já eu - neste lado mais negro que não consigo aliviar - penso exactamente o contrário. Se o mal acontece aos outros, eu não sou diferente para não me acontecer a mim. 
Nos últimos meses de 2013 pressagiei umas quantas coisas, que acabaram por se verificar [não tenho poderes sobrenaturais ou algo assim; limitei-me a ouvir e observar, volto a dizer]. Quando me contaram, senti-me mal por diversas razões: por ter pressentido que iriam acontecer, por terem acontecido e por as pessoas envolvidas nunca se terem apercebido.
Andei bastantes dias mais calada, tive alguns ataques de ansiedade e na véspera de Natal [de que tanto gosto] todo o encantamento da época se desfez.
A juntar a estes acontecimentos antevistos, passar mais de mês e meio a fingir que não sabia de nada foi coisa para me andar a atormentar. Foi fingimento a pedido que não deixou de o ser. Fingir que não sabia que o despedimento ia acontecer. Pensei tantas vezes que preferia não ter sabido. Falei cá em casa no assunto vezes sem conta. Dei-me conta que o fingimento dos outros era tão perfeito, que me assustava verdadeiramente. Esperei que acontecendo, ela ia "partir da loiça toda" e estranhamente não aconteceu. toda a gente o esperava daquela pessoa inigualável a alguém, a mais estranha e perturbadora das pessoas que conheci até hoje. Ao ponto de me arrepiarem as más energias que parecia sentir. Quase diabólicas. Mas quando não percebemos, justificamos com isoterismo.
Despedir alguém em altura de Natal também é coisa para não desejar a ninguém. Mas aconteceu. Com fundamentos de [mau] trabalho, de correcções desesperantes a uma pessoa que parecia viver em muitas realidades paralelas. Mas continuo a achar que por ali havia uma justificação mais presente que a incompetência.Doença. Psicopatia não tratada. Gostava de ter sido eficaz na minha avaliação e tudo tivesse sido diferente. Gostava de poder ter ajudado se eu soubesse onde/como ajudar. Lá porque antevemos coisas não quer dizer que tenhamos o poder de as mudar antes de acontecerem. Normalmente as pessoas são surdas a estas antevisões. E eu sou muda em dizê-las, porque não me cabe a mim ditar o futuro de ninguém com o que observo, com o que não consigo explicar, com aquilo que não passa de um presságio. Como justifico a alguém que o caminho não é aquele só porque o meu sexto sentido diz? O sexto sentido é coisa com pouco intervalo de confiança, é coisa empírica.
Já disse que as mudanças me assustam? Fazem-me sentir frágil, incompetente, agitada.
2014 foi o ano de começar tudo de novo. Conhecer uma pessoa nova, dar formação a par de trabalhar [muito]. Medos estranhos das mudanças - ainda que esperadas, são sempre uma incógnita.
Ando cansada desta roda viva. ando assustada com uma série de situações. Não ando apaixonada por nada. As resoluções ainda não foram passadas para o papel, apesar de ter prometido fazê-las. A mudança de atitude exigia o marco da mudança de ano, a par das mudanças do último ano. Se calhar ando a fazer ajustes e ainda não me sinto preparada. Às vezes pergunto-me se, de tão desajustada que sou, não caiba na minha vida um filho. Agora, seis anos de tentativas dão-me para avaliar as coisas desta forma. Amadurecer também traz ideias do passado amadurecidas. Se calhar é a natureza a ter a sua razão, a não deixar acontecer.
Se nunca pressagiei que poderia não conseguir ter um filho? Talvez a resposta não estranhe. sim, pressagiei. Nem sei porquê. Talvez porque saiba que, nesta vida, nada é perfeito.









quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

do meu jeito de ser

Tenho tido muito que pensar e pouco que escrever. 
Há coisas que dificilmente saem da boca para fora, menos ainda para o papel. E isto mói, oh, se mói!



quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

"do mesmo modo que hoje nos deram, amanhã podem tirar-nos"

"O primeiro passo que deveremos dar será escrever os nossos sonhos; o segundo, acreditar neles; o terceiro, sentirmo-nos bem e lembrarmo-nos de que, quando os resultados não são os esperados, é certo que encerram grandes ensinamentos e são a antecâmara de novas oportunidades.

Só de nós deve depender que os nossos sonhos se tornem realidade. Quando permitimos que sejam os outros a facilitar-nos a sua concretização, estaremos a deixar os nossos sonhos nas suas mãos e, do mesmo modo que hoje nos deram, amanhã podem tirar-nos" 

(Maria Jesus Álava Reyes em Trabalhar sem sofrer)

Novembro e Dezembro trouxeram-me coisas que são exemplos destes parágrafos que encontrei posteriormente. Tenho sempre tão presente que do mesmo modo que hoje nos deram, amanhã podem tirar-nos. Nada é certo e seguro, nem quando somos bestiais! Isto aplica-se a tudo na vida