sábado, 8 de março de 2014

engolir em seco e ficar feliz

Correndo tudo como esperado, o marido não terá férias este ano. 
Contudo, acabamos de saber que vamos dar um pulinho ao Algarve. Mas não para apanhar sol e estender na praia.
Os nossos amigos estão grávidos e a criança irá nascer lá para o Verão. Portanto a visita é obrigatória [e lá vou eu testar a minha resistência. Quando julgo que está tudo muito bem resolvido cá dentro, questiono-me sobre o que terá Deus contra nós] .

Por muito feliz que possa estar pelos nossos amigos, a difícil controlar esta pontada no peito. Amanhã é outro dia.

sexta-feira, 7 de março de 2014

pequenos instantâneos de felicidade

Há dias que não são necessários cumprir sonhos para nos sentirmos felizes. 
Acordar, ver um sol magnífico romper entre a bruma, ouvir e trautear Xutos [E o sangue aqueceu,E o amor, esse aconteceuquase a chegar ao trabalho. E dizer baixinho: hoje estou feliz; e sentir-me a sorrir.




quinta-feira, 6 de março de 2014

o ano tem sido pródigo em acontecimentos pouco espectáveis

Ontem foi o dia em que o meu marido soube que vai ser tio-avô. E não ficou nada satisfeito. Acho que teve pesadelos e tudo. Está desiludido pela irresponsabilidade do sobrinho. O futuro pai é um puto e nem dele sabe tomar conta...
 
Ainda estamos para saber como vai reagir o meu sogro [com os seus respeitáveis e lúcidos oitenta e cinco anos]. Acho que a indignação vai viver paredes meias com a alegria. Logo ele, que casou dois dos três filhos, com descendência a caminho e na altura, não achou aquilo nada católico. Nem sensato.
 
Eu vou aproveitando para gozar o marido, para não me pôr a pensar em coisas que me fazem mossa na alma. Quero ignorar as ironias a vida, portanto, nada como usar a arma do humor.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Vão chamar-me flor de estufa, não vão?

Imaginem que têm uma amiga, que não vêem há algum tempo. Ao longo desse tempo, notando que há muita falta de vontade da outra parte em manter um contacto regular- apesar dos inúmeros esforços que fiz, para que não se sentisse sozinha, fartamo-nos da indiferença,começamos a fazer o mesmo. Há a possibilidade de nos revermos, e ela faz muita questão nisso. Enquanto estamos juntas consulta o telemóvel uma dezena de vezes - só isso faz-me pensar que sempre que lhe mandei sms, não me responderia por não ter visto, já que está sempre com o telemóvel debaixo de olho. Separamo-nos e, poucos dias depois, volto ao esquecimento, quando lhe mando duas sms. Numa a pedir uma informação - se disso dependesse a minha vida, já teria morrido- e noutra num acto de cortesia e delicadeza desejo-lhe felicidades para mais uma das suas jornadas difíceis. Silêncio absoluto. 

Porque é que eu gasto o meu precioso tempo, que o que tem mais para me dar é indiferença?

Também tenho daquelas pessoas que falam da sua vida, só tristeza, só lamúrias, são umas coitadinhas que o universo conspira contra elas e o que é que eu faço? Lá injecto eu o máximo de optimismo que consigo, uso o meu parco tempo a evitar um pseudo-suícidio (não me pese depois isso na consciência) mostro-lhe uma série de opções melhores do que o que caminho que estão a enveredar. Uau, fantástico, parecem renovadas, prontas para a luta: Ok, respondem-me. Daí a uns tempos falamos: porque ai que estou muito triste, muito desiludida, que coitadinha que eu sou.E então o que lhes disse? Se as pessoas preferem continuar no mesmo registo para que me pedem ajuda?

Não costumo dizer palavrões, não em público, não aqui com todas as letras. Mas, puta que pariu isto, que só não me sai na rifa gente que está-se a borrifar para o que eu digo, para o que eu sinto, ou para o tempo que estou a perder. E depois venham-me com histórias que  acham que eu estou mais silenciosa, logo estou mal. O silêncio é preciso e não é porque se esteja mal, é porque à minha volta conheço muita gente com muita vontade de falar e nenhuma para ouvir. Às vezes tenho coisas muito boas para contar e perco logo a vontade de as dizer, por isso, deixa-te estar calada, boca...

Ando tão fartinha! Nem imaginam quanto. Só não se aproximam de mim para me dar nada, ou facilitar a vida. e isso era bem-vindo, oh se era! (pronto, há excepções; mas a regra tem sido atrair gente a quem só precisa de mim quando dá jeito. Há que procurar gente optimista, porque para negro já basta o lado mais escuro da minha vida que me entristece e com o qual não faço alguém perder tempo).

terça-feira, 4 de março de 2014

das pequenas coisas felizes


Sujei as mãos de óleo da corrente e ainda enchi os pneus. Aprontei tudo para a saída de bicicleta para quando ele chegasse. Andava mesmo a apetecer receber o vento na cara, e pedalar. Quis o S.Pedro que as bicicletas não saíssem da garagem e nos aninhássemos os dois no sofá, de lareira acesa, a ver "O mordomo". Desta vez, não adormeci eu, mas ele não se fez rogado, encostado ao meu ombro.
Foi bom estar um bocadinho sem fazer nada, mesmo que o final de tarde fugisse do planeado.

Agora tenho eu de ver sozinha o Lobo de Wall Street, porque nesse, adormeci eu, logo nas primeiras cenas.

Ainda ando sem saber

como quero que fique a cara deste blogue. 

Era uma das coisas que queria ter já decidido quando o reabri esta manhã, mas não há forma nenhuma de fazer algo que me agrade, que me defina. talvez eu esteja numa forma indefinida.

A ideia era mudar este blogue, para um sítio de coisas felizes, mas recomeço mal

Há pessoas a quem já não basta perdoar. Porque já perdoámos demasiadas vezes o seu esquecimento, a sua incúria, o seu egoísmo.

Para quem tem dificuldade em esquecer, que finja o esquecimento. Um dia o esquecimento acontece mesmo.

Ninguém gosta de ser a última opção.