Hoje inverteram-se os papéis.
Estou aqui sentada no sofá e ele pensou na ementa para o jantar e executou-a.
Isto sabe-me mesmo bem. Eu costumo pensar na ementa -a iniciativa dele remete para pizza e eu tenho de dissuadi-lo. ele tem executado.
Hoje foi mesmo dia de não fazer nada depois do trabalho.
quinta-feira, 8 de setembro de 2016
terça-feira, 6 de setembro de 2016
Se tiverem cura para isto, pf, digam-me...
Há uns meses atrás ofereceram-me um cargo na empresa que, depois de muito ponderar, achei melhor declinar. Já não me via voltar "a um lugar parecido" onde já fui feliz. Embora as coisas não fossem como as tinha deixado, colocarem-me numa posição como uma tábua de salvação, deixou-me certa que não era aquilo que queria nesta fase da minha vida.
Pelo facto de ter sido feliz, não queria dizer que o voltasse a ser. Amadureci, cresci, passei a ser menos ingénua, a ter menos paciência. Confesso que agora até me acho um pouco mais arrogante, menos simpática - mecanismos de defesa que criei perante as adversidades laborais dos últimos anos.
Mudar de cargo poderia impossibilitar a caminhada ando a tentar fazer.
Quis o destino que, um mês após a minha recusa, acumulasse funções do cargo proposto com o meu trabalho. [As pessoas são tão complicadas e sob pressão nem se fala]. A somar a isto delegaram-me a formação a pessoas que, mais tarde, se mostraram inadequadas ao cargo. Tem sido a mim que me têm pedido a avaliação do carácter, para definir se ficam ou não. Porque, se eu contasse quais têm sido os critérios de selecção dos candidatos [da qual não tenho qualquer responsabilidade] , iriam rir-se...
[...]
Fui de férias, que não o foram verdadeiramente. Hoje em dia é impensável levantar-me cedo para tarefas que não há muito tempo faria com uma perna às costas. Já me pesa ter de me levantar todos os dias, antes das 6h da manhã, por trabalhar a uma hora do local de trabalho e já não conseguir ser ágil nos movimentos, tal é a exaustão.
Juntaram-se novos problemas aos que têm aparecido desde Abril. Sempre a somar a carga sobre as nossas costas. Temos andado numa má fase.
Gostava de ser quem fui há algum tempo atrás. Preciso de encontrar alguma forma de voltar a repor energias. Férias já não são coisa que baste.
Pensei em fazer algo motivador que não direccione a minha atenção somente para os problemas ou para o trabalho. Mas já nada me parece motivar.
Às vezes pergunto-me se a carga de hormonas a que o meu corpo tem sido sujeito, com a finalidade de poder ser mãe, têm contribuído para a minha perda de destreza física e mental.
Não queria deixar o trabalho até ter a situação da maternidade resolvida, mas se não encontrar uma motivação para conseguir o equilíbrio, pondero ter mesmo deixar o emprego. Mesmo que ele continue de baixa médica e eu esteja à beira de conhecer a terapêutica para uma doença que não imaginava que teria e me vai acompanhar o resto da vida. e todos os outros imbróglios de que não consigo desfazer.
Esta não sou eu. Tenho saudades de quem fui um dia.[e isto deixa-me ainda mais transtornada]
domingo, 4 de setembro de 2016
''ai se fosse eu, fazia e acontecia''
Acho surpreendente como as pessoas se julgam muito entendidas da vida alheia, ao ponto de acharem que tomariam melhores decisões se estivessem no lugar dos outros do que os próprios.
quinta-feira, 25 de agosto de 2016
nao é o assunto premente deste blog mas, de vez em quando, torna-se incontornável
Acho que são as nossas convicções que nos limitam a conduta. Também por isso não somos todos ladrões ou psicopatas. Felizmente.
Cada um sabe de si, e se há quem veja nas barrigas de aluguer uma forma de ser mãe, se viverá bem com a decisão e as respectivas consequências - porque as pode haver - eu não tenho nada a julgar. Eu não optaria por esse caminho. Conheço-me demasiado bem e recearia não saber lidar com diversos problemas, a meu ver, muitos de âmbito deontológico. Mas eu sou eu e os outras são as outras.Nada de julgamentos.
Quando as poucas pessoas que sabem que não consigo ter filhos, querem apontar a minha atenção para a adoção, tenho-me calado porque não vale a pena explicar a quem conseguiu ser mãe, que a adoção não nos diminui a dor e, atrevo-me a dizer, cria-nos outros problemas que nem discuto.
Da mesma forma que não julgo um casal que opta por maternidade de substituição, agora já legalizada, acho que ninguém tem o direito de me julgar por não estar inclinada para a adoção.
Quando li há uns dias o "Filhos da ciência", encontrei umas quantas declarações que, a mim, nunca saíram da mente para a boca. Agora vejo que há quem pense como eu. E eu já não me sinto culpada por pensar desta maneira. Ninguém tem o direito de julgar a minha opção de vida. Deverei apenas compreendida pelo meu marido. E isso felizmente acontece.
''Enquanto eu tiver pessoas a dizerem-me o que eu devo fazer, que posso sempre ser mãe, pois tenho a opção de adoptar... essa pessoa esta a decidir por mim. Primeiro, porque se EU optar pela adopçao, posso encarar essa decisão como uma obrigação[...] Porque não incentivam os casais ditos normais a adoptar; porque tenho de ser eu, que não posso ter filhos, a ficar com essa missão?''(pag. 182, 183)
''Só lamento que estas mesmas pessoas que atribuem aos casais inférteis a missão de solucionar o problema das crianças institucionalizadas, que considerem suficiente amar os sobrinhos e os filhos dos outros ou adorar um qualquer deus [...], não lutem pelo agravamento de penas de crimes horríveis que contra elas são cometidos, não deem o corpo as balas em nome das crianças que passam fome, maus tratos e desamor.''(pag. 150)
quarta-feira, 24 de agosto de 2016
3/4 de ferias
Quanto menos faço- e tenho feito tão pouco, e há tanto aqui por casa que devia ficar feito- menos me apetece fazer.
Isto atesta bem o meu nível de cansaço e de apatia.
Isto atesta bem o meu nível de cansaço e de apatia.
sexta-feira, 19 de agosto de 2016
passou a primeira de duas semanas...
O fim-de-semana passado não correu bem. Isto de partir à descoberta, desta vez, correu mal. Isto de se pensar num hotel em cada dia, ao sabor da viagem, deu num regresso a casa bastante prematuro. Os hotéis estavam esgotados e, ao que parecia, não caberia nem uma agulha. O único que ainda poderia estar disponível, dentro do raio de distância que tínhamos traçado, custava mais de oitocentos euros por noite... coisa pouca, portanto. Frustração e desânimo pautaram dois dos três dias do fim-de-semana. E um arrufo entre os dois, um bocadito feio. Ele,farto de estar em cláusula domiciliária, eu farta da gerir frustrações e desejos alheios no trabalho, numa frustração comum por não conseguirmos uns dias de dolce fare niente, deu em andarmos macambúzios um com o outro por uns dias. Já passou.
Portanto, não querendo deixá-lo sozinho enquanto a cirurgia não sai, tenho dormido bastante - desta vez, o telefone do trabalho fica desligado no período da manhã, pelo menos- e o dinheiro das férias tem sido gasto num périplo por uns restaurantes jeitosos [não nos podemos ausentar muito tempo de casa].Felizmente, não costumo engordar nas férias. Também não costumo dormir muito e,este ano, está a acontecer o contrário.
Hoje demos um pulo ali a Figueira, a um restaurante recomendado, visitámos a feira do livro e não resisti a comprar um livro policial, género que já não leio há bastante tempo e que costumava apreciar. Comprei um outro livro de uma jornalista, mas acho que falarei dele mais tarde. Sobre um assunto que não me tem apetecido dizer nada.
Estes vão sendo os episódios melhores que me apetece contar, para não ser aborrecida...
A única coisa boa da baixa médica dele é evitar-me piripaques e outras maleitas por causa dos incêndios. Este ano, a doença física venceu o vício de ser bombeiro. [mas sei bem o quanto lhe custou ver colegas a ajudar a vencer esta calamidade, e ele sem poder fazer nada]
quarta-feira, 17 de agosto de 2016
...
Decididamente, por aqui, a vida não quer mesmo correr bem...
[já tentei dar volta a este argumento, olhando de diferentes perspectivas...]
[já tentei dar volta a este argumento, olhando de diferentes perspectivas...]
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