Há uns meses atrás ofereceram-me um cargo na empresa que, depois de muito ponderar, achei melhor declinar. Já não me via voltar "a um lugar parecido" onde já fui feliz. Embora as coisas não fossem como as tinha deixado, colocarem-me numa posição como uma tábua de salvação, deixou-me certa que não era aquilo que queria nesta fase da minha vida.
Pelo facto de ter sido feliz, não queria dizer que o voltasse a ser. Amadureci, cresci, passei a ser menos ingénua, a ter menos paciência. Confesso que agora até me acho um pouco mais arrogante, menos simpática - mecanismos de defesa que criei perante as adversidades laborais dos últimos anos.
Mudar de cargo poderia impossibilitar a caminhada ando a tentar fazer.
Quis o destino que, um mês após a minha recusa, acumulasse funções do cargo proposto com o meu trabalho. [As pessoas são tão complicadas e sob pressão nem se fala]. A somar a isto delegaram-me a formação a pessoas que, mais tarde, se mostraram inadequadas ao cargo. Tem sid…