- alinhei em 2016 numa festa a realizar em 2017, daquelas que misturam o religioso com pagão;
- tive muitas ideias para angariação de fundos e isso deu-me um grande gozo; senti-me viva;
- ajudei a organizar eventos culturais e gastronómicos, uma grande dor de cabeça mas com optimos resultados;
- consegui novas amizades e adorei trabalhar com algumas pessoas com quem aprendi coisas boas;
-reatei uma amizade que julguei perdida, com uma amiga dos tempos da universidade;
- injectei-me contra as trobofilias e fiz o ultimo tratamento de fertilidade a que o Estado da acesso;
- descobri que uma colega de trabalho e amiga também estava a realizar um tratamento de fertilidade e trocamos experiências;
- o meu tratamento resultou num negativo sem qualquer margem de duvida desta vez, numa barriga negra das picadas e mais meia dúzia de quilos no lombo;
- recebi a noticia da gravidez da minha cunhada, mulher do meu irmão;
- recebi a noticia da gravidez da minha amiga e colega de trabalho;
- passei por um estado de ansiedade devido ao excesso de trabalho no emprego, devido a organização da festa e ao resultado do tratamento, que tive um ataque de histerismo no emprego;
- pedi a demissão do emprego e não foi aceite;
-fui colocada de baixa medica numa consulta por causa de uma rouquidão que não passava;
- estive a beira de um ataque cardíaco, literalmente, e andei a ser monitorizada com uns aparelhos para o efeito;
- fiz 40 e começo a sentir os efeitos;
- fui a Madeira como presente de aniversário dado pelo marido;
- comi a melhor bifana do mundo servida em bolo do caco (só de lembrar babo-me toda)
- diagnosticaram-me ansiedade por excesso de stress e continuei de baixa, arredada de qualquer actividade laboral, nomeadamente de emails, algo que nunca tinha acontecido;
- dormi numa semana de baixa mais do que dormia num mes de "vida normal" e não foram necessários comprimidos;
- vivi mais uma saída do emprego do marido, com a qual não concordei, principalmente porque queria sair do meu. Ainda não estou segura que tenha sido a opção certa;
-escrevi dois ou três artigos para um jornal local;
- tive a noticia da gravidez da minha amiga com quem tinha reatado amizade;
- vivenciei, como pessoa e como mulher de um bombeiro,talvez a maior e pior época de incêndios que tenho memoria desde que conheço o meu marido, há 22 anos;
- tive um dos maiores momentos de solidão de que tenho memória;
- abandonei-me a tristeza, ao cansaço e a frustração e vivi como morta-viva, só não deixei de tomar banho para não cheirar mal;
- recebi aumento salarial e uma generosa gratificação mas que se reduziu a uma insignificância por causa dos impostos;
- fiz um discurso improvisado, para o qual não estava preparada, e para o qual fui obrigada;
- conseguimos realizar a festa, e no fogo de artifício chorei de frustração pelas coisas que não correram bem;
- trabalhei ao lado de uma colega nova que se recusou a aceitar que estava grávida, e que entretanto (infelizmente) perdeu o bebé;
- fiz um investimento que me deixou sem dinheiro e sem margem para deixar o emprego (não tendo outro) nos tempos mais próximos;
- pedi o divórcio mas não me divorciei;
- sou tia de outro rapaz;
- já fiz dois enxovais para bebés e estou a começar um para o terceiro que ainda vai nascer;
- voltei ao blog, não sei se pontualmente, se para ficar...
Como se pode ver, não há muita coisa para contar, e se a maioria forem tristezas podem causar toxicidade a quem lê. Essa foi, sem duvida, uma das razões porque deixei de escrever, a outra porque entrei em serviços mínimos de onde sinto que ainda não sai. Tem sido a costura que me tem valorizado um bocadinho a autoestima, mesmo que seja fazer enxovais para recém-nascidos...
Ainda ando a procura de algo que me faca feliz, mas sinto que já estive mais longe... assim vai a vida, insípida, com pouco interesse no mundo dos blogues e na vida real.