quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Memória curta

Sabem que podia dizer tanto coisa sobre incêndios e sobre OS incêndios. Claro que sabem. O meu marido é bombeiro.

Por agora, apenas vou dizer que o que falta mais é consciência.

Este domingo e segunda tive o incêndio às portas de casa . Tive um medo avassalador que aquele Adamastor nos entrasse pelas portas dentro. O marido, longe, de volta das chamas, fez-me as recomendações devidas e pouco mais falámos. Ligar-lhe podia ser um entrave e colocá-lo em perigo. Uma distracção é suficiente.

A chuva veio. Respirou-se de alívio.

Hoje já andam a fazer queimadas num terreno, lá na aldeia. Fui avisada por um amigo, para que se avisassem os bombeiros.

Choveu, pois foi! Mas os acontecimentos recentes deviam deixar a consciência mais alerta. pelo menos, enquanto não vem mais chuva e haja segurança suficiente para um acto destes.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

estar enferrujada nisto da blogosfera

fez com que eu acabasse de perder toda a minha lista de blogues de leitura ali do lado.

isto anda em mudanças, não se assustem. eu estou a tentar fazer o mesmo.



segunda-feira, 9 de outubro de 2017

nas piores companhias

Há quem nunca me queira deixar só. A constipação foi-se hoje embora, depois de me manter incomodada por uma série de dias. O lugar foi logo ocupado pelo torcicolo.

Espero que não se revezem.

sábado, 7 de outubro de 2017

um ano se passou e tanta coisa tambem...

- alinhei em 2016 numa festa a realizar em 2017, daquelas que misturam o religioso com pagão;

- tive muitas ideias para angariação de fundos e isso deu-me um grande gozo; senti-me viva;

- ajudei a organizar eventos culturais e gastronómicos, uma grande dor de cabeça mas com optimos resultados;

- consegui novas amizades e adorei trabalhar com algumas pessoas com quem aprendi coisas boas;

-reatei uma amizade que julguei perdida,  com uma amiga dos tempos da universidade;

- injectei-me contra as trobofilias e fiz o ultimo tratamento de fertilidade a que o Estado da acesso;

- descobri que uma colega de trabalho e amiga também estava a realizar um tratamento de fertilidade e trocamos experiências;

- o meu tratamento resultou num negativo sem qualquer margem de duvida desta vez, numa barriga negra das picadas e mais meia dúzia de quilos no lombo;

- recebi a noticia da gravidez da minha cunhada, mulher do meu irmão;

- recebi a noticia da gravidez da minha amiga e colega de trabalho;

- passei por um estado de ansiedade devido ao excesso de trabalho no emprego, devido a organização da festa e ao resultado do tratamento, que tive um ataque de histerismo no emprego;

- pedi a demissão do emprego e não foi aceite;

-fui colocada de baixa medica numa consulta por causa de uma rouquidão que não passava;

- estive a beira de um ataque cardíaco, literalmente, e andei a ser monitorizada com uns aparelhos para o efeito;

- fiz 40 e começo a sentir os efeitos;

- fui a Madeira como presente de aniversário dado pelo marido;

- comi a melhor bifana do mundo servida em bolo do caco (só de lembrar babo-me toda)

- diagnosticaram-me ansiedade por excesso de stress e continuei de baixa, arredada de qualquer actividade laboral, nomeadamente de emails, algo que nunca tinha acontecido;

- dormi numa semana de baixa mais do que dormia num mes de "vida normal" e não foram necessários comprimidos;

- vivi mais uma saída do emprego do marido, com a qual não concordei, principalmente porque queria sair do meu. Ainda não estou segura que tenha sido a opção certa;

-escrevi dois ou três artigos para um jornal local;

- tive a noticia da gravidez da minha amiga com quem tinha reatado amizade;

-  vivenciei, como pessoa e como mulher de um bombeiro,talvez a maior e pior época de incêndios que tenho memoria desde que conheço o meu marido, há 22 anos;

- tive um dos maiores momentos de solidão de que tenho memória;

- abandonei-me a tristeza, ao cansaço e a frustração e vivi como morta-viva, só não deixei de tomar banho para não cheirar mal;

- recebi aumento salarial e uma generosa gratificação mas que se reduziu a uma insignificância por causa dos impostos;

- fiz um discurso improvisado, para o qual não estava preparada, e para o qual fui obrigada;

- conseguimos realizar a festa, e no fogo de artifício chorei de frustração pelas coisas que não correram bem;

- trabalhei ao lado de uma colega nova que se recusou a aceitar que estava grávida, e que entretanto (infelizmente) perdeu o bebé;

- fiz um investimento que me deixou sem dinheiro e sem margem para deixar o emprego (não tendo outro) nos tempos mais próximos;

- pedi o divórcio mas não me divorciei;

- sou tia de outro rapaz;

- já fiz dois enxovais para bebés e estou a começar um para o terceiro que ainda vai nascer;

- voltei ao blog, não sei se pontualmente, se para ficar...

Como se pode ver, não há muita coisa para contar, e se a maioria forem tristezas podem causar toxicidade a quem lê. Essa foi, sem duvida, uma das razões porque deixei de escrever, a outra porque entrei em serviços mínimos de onde sinto que ainda não sai. Tem sido a costura que me tem valorizado um bocadinho a autoestima, mesmo que seja fazer enxovais para recém-nascidos...

Ainda ando a procura de algo que me faca feliz, mas sinto que já estive mais longe... assim vai a vida, insípida, com pouco interesse no mundo dos blogues e na vida real.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

se um dia pensar em me tornar uma empresaria

Que tenha a lucidez de não pensar em fazer salgadinhos para fora. Será falência pela certa...
Podia ilustrar com uma foto mas e mau demais, e ainda me resta alguma vergonha na cara. Não sei porque ainda teimo.
 
Tenho algum jeito para a cozinha, mas croquetes e afins estão mais perto de ser a minha ruina do que a minha especialidade. Porque e que os meus não ficam com aquele aspecto que estamos habituados a ver?
 
(há quanto tempo já ca não vinha; hoje apeteceu-me vir dizer baboseiras)
 

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

ir embora de mansinho

Acho que já vos disse que, numa outra fase da minha vida, tive um blogue com um registo um bocadinho mais reservado do que este. Desse para este, foram poucas as pessoas que me acompanharam. Foi como se começasse uma vida nova, numa outra morada. A minha vida não era fictícia, tal como continua agora a não ser. Foi um ciclo que fechei, que meteu doenças e mortes, desencontros e separações, e um amor que podia não ter sobrevivido não fosse ele mais forte que tudo isso. Foi um ciclo longo da minha vida que quase me levou a loucura, e enlouqueceu de dor quem acabara de perder alguém.
Este blogue, o Sítio, acabou por desvendar o outro lado mais relacionado com a maternidade, das aventuras daquela que tem sido a minha jornada de infertilidade.
Podem não acreditar, mas ate há pouco tempo atras era-me mais difícil ler sobre a infertilidade dos outros do que viver a minha própria. Via nos outros uma revolta que eu não tinha. O caminho ia-se fazendo, caminhando. Acho que, com isso, conseguem perceber que sofro bastante com a infelicidade dos outros. quando se trata de mim, julgo que me podia acontecer ainda pior... tenho relativizado, ate ao dia que descobri , ou melhor, fui informada que, ainda  não sabendo o que me impede de engravidar, sofro de um problema torna a gravidez num processo não evolutivo. Soube disto em Setembro. Um dia antes, soubemos da noticia que , ao fim de seis meses, ele iria submeter se a tão desejada cirurgia. o problema que me ocupou a mente, foi finalmente resolvido. Distraiu-me do meu. O dele nada tem a ver com fertilidade. Felizmente esta a recuperar bem. Em dois dias de Setembro, curiosamente, um deles coincidiu com o aniversário dele, este ciclo começou a fechar-se.
E porque conto tudo isto?
Porque me parece que este meu ciclo de vida esta prestes a encerrar.
Gostaria de um dia, ainda chegar aqui e dar a boa nova a quem realmente me acompanha e torce verdadeiramente pela concretização do sonho. E certo que o ciclo da minha vida ainda não se fechou totalmente, e quando se fechar, não vou fechar este blogue e abrir o outro. Não creio que isso torne a fazer sentido.
E natural que, um dia, eu me tenha ido embora, sem deixar outra morada. Ainda me prendem aqui algumas pessoas, mas findo um ciclo e natural que não nos reencontremos por aqui. 
Obrigada  aos que se importam, aos que retornam todos os dias em busca de esperança para si também, aos que vêm porque sim. Obrigada Por me acompanharem neste ciclo de vida. Irei embora devagarinho. De mansinho.

domingo, 9 de outubro de 2016

Jardim de Chuva Prateada

hoje em dia, as pessoas têm muitos amigos no facebook. é onde têm mais amigos. Se,de repente, essa pessoa deixar de colocar posts ou likes, não mostrar as suas selfies, os amigos vão preocupar-se com isso? se calhar não. acho que impera por lá a inveja, não a preocupação...
Acho que os blogues são bem mais que isso. As pessoas não são sempre felizes; quando querem, mostram a vida que realmente vivem. E, às vezes, a amizade nasce, quando nos identificamos com essa pessoa.
[Bem sei que há por aí gente com mais imaginação do que vida própria.]
Há cerca de dois anos, uma pessoa frequente no meu blogue, deixou de escrever no blogue dela e nunca respondeu a emails que varias pessoas "chegadas" lhe haviam enviado, inclusive eu. tinha-me deixado um apelo no seu blogue, a que depois respondi e nunca mais tive resposta. ainda hoje tenho o seu blogue na minha de lista de leituras, para o caso dela voltar. mantenho a esperança que nada tenha acontecido.
Agora volto a preocupar-me com a Jardim de Chuva Prateada.
Andei arredada dos blogues nos últimos meses, mas tinha-me dado conta que se andava a passar algo. Já tem o blog privatizado há algum tempo, não sei quanto... não responde a cartas ou email, algo muito invulgar nela.
Alguém sabe alguma coisa dela? sabem se está tudo bem? agradeço informações.

[preocupamo-nos com as pessoas que gostamos..]