Mensagens

Dá-me vontade de voltar a escrever...

sempre vou à farmácia da terra e falo com o Sr. M., que me trata sempre por menininha...

há tantas histórias que me apetecia pôr por escrito.

nada que consiga com palavras simples

A ideia de sair do emprego não era nova. Era uma ideia adiada. Viver agarrada à ideia que precisava do emprego para concretizar sonho(s) era só forma de me ancorar ao certo, ao fácil, ao controle, caso algo corresse mal. Afinal, ter um filho a quem se pensaria dar tudo era, para mim, condição suficiente e necessária, para manter o sustento sem solavancos nem travagens bruscas.
Já há demasiadas coisas simples a subtraírem minutos ao meu sono todos os dias. Se pensava em trazer alguém ao mundo então tudo deveria ser bem calculado, medido, pensado ao mais ínfimo pormenor. Preocupei-me demasiado em aconchegar um sonho em camas de algodão fofo e sedoso, que tudo o resto foi descuidado. Os outros [sonhos] foram sendo descuidados, apagados da memória, subnutridos até serem deixados morrer por incúria de mim mesma. Esta semana comecei a enviar CV e até tive uma proposta de entrevista no mesmo dia. Retraio-me em candidatar-me a umas quantas coisas, em dar conhecimento a conhecidos do meio so…

Memória curta

Sabem que podia dizer tanto coisa sobre incêndios e sobre OS incêndios. Claro que sabem. O meu marido é bombeiro.
Por agora, apenas vou dizer que o que falta mais é consciência.
Este domingo e segunda tive o incêndio às portas de casa . Tive um medo avassalador que aquele Adamastor nos entrasse pelas portas dentro. O marido, longe, de volta das chamas, fez-me as recomendações devidas e pouco mais falámos. Ligar-lhe podia ser um entrave e colocá-lo em perigo. Uma distracção é suficiente.
A chuva veio. Respirou-se de alívio.
Hoje já andam a fazer queimadas num terreno, lá na aldeia. Fui avisada por um amigo, para que se avisassem os bombeiros.
Choveu, pois foi! Mas os acontecimentos recentes deviam deixar a consciência mais alerta. pelo menos, enquanto não vem mais chuva e haja segurança suficiente para um acto destes.

estar enferrujada nisto da blogosfera

fez com que eu acabasse de perder toda a minha lista de blogues de leitura ali do lado.

isto anda em mudanças, não se assustem. eu estou a tentar fazer o mesmo.



nas piores companhias

Há quem nunca me queira deixar só. A constipação foi-se hoje embora, depois de me manter incomodada por uma série de dias. O lugar foi logo ocupado pelo torcicolo.

Espero que não se revezem.

um ano se passou e tanta coisa tambem...

- alinhei em 2016 numa festa a realizar em 2017, daquelas que misturam o religioso com pagão;

- tive muitas ideias para angariação de fundos e isso deu-me um grande gozo; senti-me viva;

- ajudei a organizar eventos culturais e gastronómicos, uma grande dor de cabeça mas com optimos resultados;

- consegui novas amizades e adorei trabalhar com algumas pessoas com quem aprendi coisas boas;

-reatei uma amizade que julguei perdida,  com uma amiga dos tempos da universidade;

- injectei-me contra as trobofilias e fiz o ultimo tratamento de fertilidade a que o Estado da acesso;

- descobri que uma colega de trabalho e amiga também estava a realizar um tratamento de fertilidade e trocamos experiências;

- o meu tratamento resultou num negativo sem qualquer margem de duvida desta vez, numa barriga negra das picadas e mais meia dúzia de quilos no lombo;

- recebi a noticia da gravidez da minha cunhada, mulher do meu irmão;

- recebi a noticia da gravidez da minha amiga e colega de trabalho;

- passei…

se um dia pensar em me tornar uma empresaria

Que tenha a lucidez de não pensar em fazer salgadinhos para fora. Será falência pela certa... Podia ilustrar com uma foto mas e mau demais, e ainda me resta alguma vergonha na cara. Não sei porque ainda teimo. Tenho algum jeito para a cozinha, mas croquetes e afins estão mais perto de ser a minha ruina do que a minha especialidade. Porque e que os meus não ficam com aquele aspecto que estamos habituados a ver? (há quanto tempo já ca não vinha; hoje apeteceu-me vir dizer baboseiras)