quarta-feira, 26 de setembro de 2018

É parvo e não muda nada...

Estou à espera de um resultado que há-de vir por e-mail. Ao final da tarde.
É estúpido que eu não queira que as férias cheguem ao fim contudo anseio o final do dia.
O único sítio onde pareço sentir-me bem é aqui, no sofá da sala, a olhar para o tecto branco.
Passam-me milhentas coisas pela cabeça. Devia ocupa-la com outras coisas, ir à praia que  tal como ontem, também hoje deve estar óptima.

Claro que tenho um feeling (quase certeza) e só isso era motivo para me pôr a fazer alguma coisa. Mas não consigo deixar de estar sossegada, à espera do momento em que chegará a informação que o meu feeling estava certo. Assim acaba-se o nervoso miudinho que não me deixou dormir a última noite e agora me impede de fazer o que quer que seja. À espera...

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

a minha vida são tiros ao lado, nunca acerto em nada… [o post do sofrimento]



[ultimamente sinto que a minha vida é um aglomerado de más escolhas]

Já toda a gente foi de férias… todos me perguntam: então que tal as férias. eu respondo que não, que ainda não foram.

Um destes dias soube que ele só está a pensar dispor de férias no final de Novembro.

Aliás, eu tinha falado nisso aqui, mas tinha planeado que logo nos primeiros dias de Novembro estaríamos a sobrevoar o Atlântico rumo a um local soalheiro, onde não fizesse mais nada a não ser apanhar sol. é disso que preciso: sopas, descanso e sol.

Disse-me há poucos dias que só para a última semana de Novembro. Achei que ia morrer. Não estou a  exagerar, sinto-me cansada. Mesmo muito. Esgotada, exausta, deprimida, desanimada, frustrada, decepcionada.

Tomei a decisão que não posso esperar por ele. que já não quero esperar por ele para férias.

Ontem fui tentar ir ver quais são as opções. Parece que Cabo Verde; Marrocos, Tunísia estão fora de opção para uma mulher sozinha [já todos foram de férias, não tenho quem me acompanhe]; Caraíbas são demasiadas horas de voo para o meu gosto; ir num cruzeiro fica for de hipótese, porque já devia ter reservado em Maio agora para Setembro. Malta não é um destino de praia.

E os destinos de sol resumem-se a pouco mais que isto. A agência de viagem vai tentar ver o que arranja e ainda me diz, mas acha pouco provável conseguir encontrar algo. O que há é para o Reveillon…

Saí da agência ainda mais deprimida. cheguei a casa e enfiei-me na cama. Preciso tanto de descanso.

Acho que me vou internar numa Casa de Repouso. Ou isso ou ir passar o Outono nas Termas lá para o interior do país, onde o sol é pouco ou nenhum…


quinta-feira, 6 de setembro de 2018

segunda-feira, 30 de julho de 2018

não tinha reparado , mas agora que o fiz, deixem-me dizer...


Polémicas e políticas à parte, eu não sabia que a classe política portuguesa tinha um político tão bem apessoado (como diria uma antiga colega de trabalho).
Fui gozada toda a hora de almoço por causa de apreciar bastante muito o HOMEM DO MOMENTO. E eu até costumo ser completamente perdida por homens [bonitos] de olhos verdes e não azuis… 
(e lá porque sou casada, não sou cega!)
Quantas mulheres de Lisboa terão votado no homem e não no político? Oh pá, eu quase me atrevia a fazer uma aposta…



e agora metendo a colherada sobre a política: se o visado fosse menos bem apessoado, os valores em causa não fossem tão pornograficamente altos [a diferença entre a compra e a venda], alguém iria falar nisso? É imoral apregoar uma coisa e fazer outra, mas os políticos não se cansam de fazer isso. Qual é a surpresa? Eu acho que, basicamente, tudo se resume a uma gigantesca pontada de inveja, por quem teve olho de rei em terra de cegos. Porque no fundo e à superfície, o que faz as notícias terem mais ou menos projecção é o grau de inveja dos pares. Há muito quem se importe com o que os outros têm em lugar de reconhecerem a sua falta de inteligência para chegarem a semelhantes conquistas.  Não é assim no nosso dia-a-dia? 

Ainda falta tanto tempo...e quando Novembro chegar, sei lá o que acontece...


Sinceramente nunca me vejo a sair da velhinha Europa para fazer férias. Nota-se logo que não tenho alma de viajante e que não gosto muito de grandes aventuras. Não sou grande aventureira.
Há quem diga que eu retrato bem o meu signo quanto a isso.
África não é um continente que me seduza por aí além, embora Marrocos seja um local que me atrai pelas cores e talvez um certo misticismo, não sei.
Posto isto, parece parvo eu andar a suspirar por férias num país africano. Especificamente Cabo Verde.
Ando a sonhar com isso desde Abril, na altura do meu aniversário. O marido preferiu o Algarve; acho sempre uma canseira fazer as viagens. Sempre montes de gente. Pouco descanso.
Fomos para casa de uns amigos, por muita insistência deles, mesmo com todas as condicionantes que têm. Não moram numa moradia. O apartamento é pequeno. Têm uma criança pequena.
Temos os amigos perto, mas falta-nos outras coisas que as férias pedem.
Agora vai toda a gente de férias e eu estou a entrar numa espécie de depressão.
Para ir de férias com o marido, como já disse aqui, só em Novembro. Ainda falta tanto. Não faz sentido tirarmos férias em momentos diferentes.
Continuo a sonhar com Cabo Verde Para Novembro. Certamente chegamos lá e as coisas não vão ser bem como eu as penso.
Às vezes, penso que não temos uma vida normal como as outras pessoas. Fica mais difícil fazer planos. O resultado é uma grande frustração…

Acho que a frase que a Mafalda escolheu para hoje, também resume o que sinto: aqui

sexta-feira, 27 de julho de 2018

oh gente da minha terra!


A vantagem de se viver numa aldeia é que toda a gente se conhece.
Há quem veja nisso uma desvantagem: toda a gente julga que sabe da vida do seu vizinho, do parente que mora na rua tal, da filha de sicrano, da prima de beltrano. e opina isto e aquilo.
Depois há os que conseguem ainda melhor que isto: os jornais orais da aldeia, os espalha notícias aos sete ventos.
Sabendo que as coisas já são como são, o cúmulo da insensatez é alguém muito conhecido da terra, contar um segredo pessoal ao homem mais fofoqueiro da terra, casado com uma das mulheres mais desbocadas da terra.
Está visto qual foi o resultado, não está?
Já dizia a minha avó: se queres que seja segredo, não o deixes sair dos teus lábios para fora.

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Dia dos Avós - os meus avôs



Os meus avôs eram exactamente opostos entre si e entre as respectivas companheiras.
Se a minha avó materna era austera, já o meu avô era permissivo  (pelo menos essa ideia que tenho dele - morreu eu tinha nove).
Se ela era uma pessoa sempre asseada [não falei nisto (aqui) mas era-o - exacerbadamente asseada, mesmo andando descalça ], o meu avô andava de qualquer maneira e ela zangava-se com ele. Ela tinha muito brio; já para ele, qualquer coisa servia.
 Ele era pragmático. Prova disso foi, quando teve que ir fazer o registo das filhas à conservatória, e decidiu o nome lá, conforme dissera à minha avó que o faria. Quase todas as filhas têm uma história em redor do nome. Burburinhos sobre este tema eram sempre causados por ele. A minha mãe tem o mesmo nome da minha avó; esta quando soube do que o meu avô se tinha lembrado, descompô-lo.Explicou-lhe ela que ele nunca devia ter decidido que ambas tivessem o mesmo nome. Que os outros iriam distingui-las pela idade, chamando a uma “velha” e a outra “nova”.  Para alívio da minha avó, creio eu, a minha mãe sempre foi chamada por um diminutivo.
O meu avô materno aprendeu a ler já em adulto; o meu avô paterno nunca soube ler e só sabia assinar o seu nome, mas conhecia as letras do alfabeto.
O meu avô materno era calado; o meu avô paterno era um adorável contador de histórias.
O pai da minha mãe nunca bateu nos filhos; o pai do meu pai dificilmente perdoava falhas; não dava lugar a explicações quando lhe faziam queixas dos filhos. Deu uma educação austera aos filhos, talvez porque os teve que criar sozinho, durante uma fase que a minha avó esteve no sanatório, tendo morrido posteriormente. O meu avô, analfabeto, institui em casa, aos filhos,  uma série de regras apertadas de higiene para que eles não fossem apanhados no surto de tuberculose que assolava a terra e o país.
O meu avô Luís (o materno) tem a  fama de dar muita assistência às viúvas da terra, ajudando a tratar-lhes da papelada de bancos e coisas assim… ao meu avô Manel (o paterno) nunca ouvi ser acusado de comportamento adúltero  embora houvesse quem tentasse levantar suspeita.
O meu avô Manel foi o primeiro a dar-me uma bebida alcoólica (vinho branco) quando eu era miúda, só para perceber se eu gostava. Ele comprou uma égua e uma charrete para os netos aprenderem a montar e passear de charrete. Foi um avô muito mais carinhoso que algum vez foi como pai.
fazia questão de reunir em seu redor os filhos, os netos e as noras. Premiava todos na Páscoa e no Natal.
O meu irmão é, hoje, ao fim de mais de quinze anos após a sua morte, quem mais chora a sua morte. Mas também eu, nunca esquecerei o meu avô Manel.

Há dúvidas de quem eu gostava mais? acho que não...