quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

debaixo d' olho...

E lá vou para a caixa, e o rapaz do supermercado - o mesmo daqui; mera coincidência - encara-me, mira-me bem.

Dá um grande sorriso, mostra o aparelho dos dentes, e diz: não se nota nada. o nariz está impecável.

Deito-lhe um sorriso e pisco-lhe o olho. 

Mesmo que eu já mal me lembre, ele não deixa esquecer :).

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

deixam-me sem jeito... e não é falsa modéstia!

Antes brincava com o M. quando via algumas mulheres -  umas novas, outras nem tanto -  babarem-se cada vez que conversavam com ele. Chamava-lhes o seu clube de fãs. Depois ele começou a usar o mesmo argumento comigo, que eu tinha fãs. Creio que se referia a algumas pessoas que se surpreendiam com a minha resistência e evolução, com as mudanças (que dizem serem evidentes) no corpo.

Ontem, parece-me que conheci uma das minhas "fãs" no balneário. Sei que ela foi uma das que esteve a falar com o M.  sobre a minha evolução. Ele já me tinha dito que ela se tinha surpreendido já que há algum tempo não me via, e de repente, eu estou tão diferente, e fez-lhe saber da admiração. e sei também que ele ficou orgulhoso.
Eu não levo nada muito a sério, porque acho que as pessoas exageram, mas aceito humildemente os elogios, porque não sei bem o que hei-de fazer ou dizer. Ela disse-me: estás maravilhosa! És uma mulher furacão. Estavam mais umas quantas pessoas no balneário e ela resolveu esclarecer quem estava que eu treinava todos os dias, apesar de todos os dias fazer montes de quilómetros e que nada e fazia parar. Isto é verdade - continuo com a motivação em alta, não vou negar. Dá-me muito prazer saber até onde aguento. Como dizia a minha cunhada no domingo, quando nós as cinco estávamos juntas: Admite! Tu, não só gostas, como estás viciada!

Tem sido um caminho de muito trabalho duro, de constante desafio - ontem fiz aula de braços e depois treino de alta intensidade, que volto a repetir hoje agora com a L. É mesmo para puxar pela resistência. Todos os dias faço treino, pelo menos uma hora e, apesar do ginásio estar fechado ao domingo, faço corrida (ainda a começar) ou caminhada.

Tenho noção que há pessoas que, com o que faço, já teriam outros resultados mais rápidos. Tenho de ir devagarinho, se é assim que o meu organismo quer. às vezes, é frustrante, mas tenho que ter paciência.
Ontem, no fim do treino, reunimos, por mero acaso, os três na sala de treino e sei bem que eles morrem de curiosidade em conhecer peso e medidas, porque isso nunca foi feito com eles, por eu considerar que o acto de pesar ainda é uma coisa que eu não consigo deixar de fazer sozinha; quanto aos perímetros corporais, todas as semanas são medidos pela M. quando fazemos massagem de tonificação. Tenho com a M. muita cumplicidade, que foi por ela conquistada, depois de muito tempo de convívio. e todas as semanas vão mais uns centímetros ao ar. e todas as semanas, ela diz estar orgulhosa do meu trabalho.
Vou mantendo o M. informado, embora eu saiba que isso não lhe basta. Um dia não terei escapatória, e terei mesmo que me sujeitar às medições [tenho medo que ele me comece a pressionar e eu, sob pressão, não funciono. eu sei. quero que isto seja, acima de tudo, diversão. e que o resto venha por acaso.]
Ambos os treinadores dizem que não sabem como é que eu aguento a treinar assim, todos os dias, e se houvesse treinos de alta intensidade todos os dias, eu estava lá batida, pronta. O M. diz que, de todos PT que dá, todos mais novos que eu, e muitos deles homens, têm menos resistência que eu. Vindo dele, isto é um "baita" elogio!

Obviamente que todos os elogios me têm feito muito bem. Muito bem. E tento ser ainda melhor, não para recolher mais elogios, mas para chegar aos nossos objectivos - aos meus e aos do M., porque eu sei que eu também faço parte dos objectivos dele e ele não se envolve em nada para perder. Nenhum dos dois quer deixar nada por fazer. e como ele ainda recentemente me disse: 

Por isso, vamos lá em frente!

Logo, se me apetecer, eu conto...

O ginásio é, há várias semanas seguidas, o local de onde provêm 98% dos elogios que recebo. Todos os dias.

Também é mais um motivo para eu me empenhar ainda mais. Todos os dias.

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Às vezes, devia deixar isto e pronto...

Às vezes, leio coisas nos blogues dos outros que me inspiram a ficar quieta, evitando assim os disparates que penso e escrevo...

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Aprendizado

Talvez com medo da perda, sempre fui muito facilitista a aceitar pedidos de desculpa. As pessoas pediam porque sim, não porque sentissem que realmente tinham magoado. Pediam porque ficava bem, e mais tarde, vim a perceber que pediam porque mais cedo ou mais tarde, podiam precisar de mim. Não sei se os que me pediam desculpa, lamentavam verdadeiramente. Se assim fosse, tentariam não repetir o erro. Pelo menos, comete-lo-iam de outra forma.
Dificilmente me ouvirão pedir desculpa se achar que não o devo fazer. Tenho muitos defeitos e, um deles, é a mania de que quando tenho razão - e a posso sustentar con provas irrefutáveis - não prescindir dela. Não há zonas nubladas. Há preto e branco. E sou um bocado intransigente com isso. Custe o que custar. Porém, não tenho problemas em pedir desculpas, e tento não  voltar a repetir. Faço mesmo um esforço. Se magoo alguém e lhe peço desculpas, faço por não dar argumentos de falta de arrependimento da minha parte.
Dantes, media toda a gente pela minha bitola. Esse foi um dos meus erros. Agora as pessoas pedem-me desculpa, e percebendo eu, que é mais uma forma de limpar as mãos à roupa, só para ficarem com elas limpas, nem sequer dou importância às desculpas. Dantes tentava minimizar a culpa que poderia estar incluída nesse pedido, agora não o faço. Calo-me perante um pedido de desculpas. Mais cedo ou mais tarde vou perceber se o mesmo foi sentido ou não. Porque quem achou que mo devia, não volta a ter os mesmos motivos, para um outro pedido de desculpas. Ou como diz o ditado, desculpas, não se pedem, evitam-se.

E com isto, não quer dizer que eu fique ressentida, simplesmente deixo de dar a importância aquela pessoa que um dia já teve. Não é ela que é boa demais para ter o direito de me magoar e julgar que um pedido de desculpas aqui e ali, vai resolvendo. Eu é que sou uma pessoa boa demais para deixar que as pessoas que me querem por interesse, me envenenem o meu lado bom, e descredibilizem quem faz um pedido sincero de desculpas. A vida encarrega-se de separar o trigo do joio, desde que nós não estejamos sempre a alargar a peneira, para deixar passar tudo.

O meu pai batia-me quando era miúda. Etam tareias, creio que sem motivo nenhum, porque eu nunca fui mal comportada. Depois de me bater, arrependia se e perguntava me se estava bem; verificava se eu tinha ficado marcada (porque sabia ter exagerado no castigo e na força) e pedia-me desculpas. Eu, de rabo a arder, logo corria para o colo dele como se nunca tivesse acontecido nada. A minha mãe iritava-se por eu nunca me ressentir da tareia. Amava-o demasiado para não lhe dar o perdão. Nunca fui ressentida. 

Coisas diferentes #Janeiro

Foi giro termos ido as cinco ao concerto. Engraçado como todas nós,de idades diferentes, acima dos trinta, nos entendemos bem. A S. foi a condutora e eu a co-piloto. Eu só servi de GPS, fui dispensada da condução uma vez que tenho cinco dias da semana a fazer a viagem grande casa-trabalho-casa.
A primeira parte do concerto era dispensável, não porque os antecessores do James Arthur não cantassem bem, mas é um sacrifício estar tanto tempo sentada naquelas cadeirinhas acanhadas do Campo Pequeno.
O concerto foi bom, embora eu não seja rapariga para vibrar loucamente com este tipo de programas; contudo, achei que valia a pena fazer uma coisa um bocadito diferente este mês. E agora que escrevo isto, fico a pensar se não desafiar me a fazer uma coisa completamente diferente todos os meses. É um desafio a pensar.