segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

provar para dizer se gosta ou não...

Costuma dizer-se que só se pode dizer que não se gosta, depois de se provar. 

Eu costumava dizer que não gostava de Carnaval, aliás, os mascarados habitualmente atemorizam-me. Porque por detrás de uma máscara, as pessoas desinibem-se e são capazes de coisas bem mazinhas, que nem todos aceitamos bem, mesmo quando se tratam de brincadeiras. Palhaços, então, acho-os criaturas meio demoníacas, não sei...

Voltando ao Carnaval... já no ano passado, e dado o facto de pertencer  a uma associação que está envolvida até ao tutano nesse evento, levou-me a não querer ficar de parte, e resolvi mascarar-me. e gostei muito. Acho que não gostava de Carnaval, porque nunca tido grande oportunidade de experimentar encarnar uma personagem, nem nunca fui motivada para isso. Este ano, já prestes a cessar as minhas funções, resolvi não voltar a ignorar o evento, e lá dei um ar de minha graça com alguns adereços, para não passar a comemoração em branco. Não tive tempo para comprar muita coisa nem ir à procura de algumas coisas que tinha em mente, e por isso improvisei. 

O Carnaval, na terra, tem a mesma idade que eu e há muita gente que pára para o viver. Ontem, depois de horas de serviço, numa das secções do evento, pensei nas coisas que podia ter aproveitado quando mais nova, e não vivi. Sempre a querer passar invisível, e com um pai austero como o meu, nunca fiz parte de alguns grupos icónicos que o Carnaval tem e sempre teve. Dou por mim, a pensar que ainda gostaria de experimentar participar. Eu, a dizer que gostaria de participar, quando nunca achei piada ao Carnaval... um pouco surpreendente, ou afinal, talvez tenha provado e tenha gostado!

Gosto de estar sossegada no meu canto e até estou a precisar muito disso [ando a tentar ziguezaguear outros pensamentos], mas com o trabalho [hoje foi dia], o ginásio (tenho andado toda lixada das pernas com o raio dos exercícios de isometria!) e os cinco dias de Carnaval, mais as contas da associação, tem sido difícil conseguir recuperar a energia. Sinto que preciso dormir. Acho que lá para a Páscoa, a coisa recompõe-se. Depois de sair da associação, tenho que cumprir ano sabático. Há três anos que ando envolvida em coisas que me tomam bastante tempo e me dão muitas preocupações. 

Ainda tenho dois dias pela frente, de trabalho, no evento. Acho que hoje vou encarnar uma loira dos anos vinte. e amanhã, logo se vê.  

A vida são dois dias e o Carnaval são três...



quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Preferias?

- estar apaixonado por alguém e declarares-te mesmo não tendo a  certeza que o sentimento fosse recíproco;

ou

- dizer que não estavas apaixonado, quando a outra pessoa te fizesse uma declaração de amor?

foi uma pergunta de hoje na rádio, que me deixou a pensar.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

e não é que cheguei mesmo?

Contra as minhas melhores expectativas, e depois desta conversa, o objectivo traçado para Abril, foi concretizado com praticamente dois meses e três dias de antecedência. 

Esperamos que não encontre de novo o que acabei de perder. nunca mais. :)

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

tenho que me conter. mesmo.

Eu sei, este blogue está a ficar um mete nojo, nunca antes visto. Porque acho que eu, dantes, não era nada destas coisas. ou não ficava numa excitação com isso, ao ponto de fazer um registo escrito. Vai parecer que estou um bocadinho na adolescência, bem sei... 

Há umas semanas, quando andei a pensar o que levar ao já comentado jantar, acabei por ter que comprar um casaco para usar com o vestido preto, que foi um sucesso. Enquanto procurava o casaco para a combinação com o vestido, encontrei um vestido comprido, imitação de pele, com um decote profundo sem ser indecente, cintado, mas de mangas curtas. quando o vi na montra, pensei duas vezes se o havia de experimentar, porque achava que mesmo o número maior - que vestiria pequeno - me iria servir, ou até mesmo que eu me fosse sentir desconfortável toda vestida de pele. o certo é, que nem precisei abrir o fecho atrás; enfiei-o pela cabeça, et voilá... assentava que nem uma luva. e contrariamente ao que costumo fazer, tirei uma selfie (nunca faço isto!!) e mandei à M. a perguntar: Too much?  embuída por um impulso, comprei o vestido e pensei: se ficar mal, devolvo-o à loja. Já tinha pago e saído, quando a M. me ligou, completamente alucinada com o facto de lhe ter mandado a foto, e ela achar que o vestido ficava a matar. Acho que ela estava, mais que alucinada, abismada com a iniciativa de comprar algo tão arrojado, que não me é nada habitual, porque estou sempre com medo das más figuras, ou de não ser apropriado para mim. Quando tive oportunidade, mostrei-lho ao vivo, e ela amou, não só por ser giro, como por achar que me ficava bem. 

Ontem levei-o para o trabalho, e contrariamente à ideia que era capaz de ouvir bocas parvas, por estar a vestir de pele (ainda que imitação), mas felizmente tal não aconteceu. se passei despercebida [mais ou menos], é porque afinal não estava mal.

É verdade que nunca fui daquelas cenas de reuniões de miúdas, a passarem modelitos, para ver a melhor roupa para sair à noite. Talvez também isso me tenha feito falta. Para também não ser uma pessoa insegura quanto a isso a M. tem-me ajudado em muitas destas coisas relacionadas com a auto-confiança e a aceitação do corpo, ainda que o mesmo esteja em mudanças (boas). 
Enquanto conto com a ajuda do M., o treinador, para modelar a parte física (e um pouco da parte psicológica), conto com a M., que me vai dando alguma da auto-confiança que em falta (e uma ajuda na parte física, para que o corpo não ganhe mazelas do exercício). Neste momento são os dois M.  da minha vida! :)

E os resultados deles têm sido tão eficazes, que tenho mesmo que me conter para não desatar a comprar mais roupa, que não tarda, já me ficará a nadar no corpo. Já acontece com alguma dela comprada recentemente. é melhor ter tino, mas começa a ser difícil não me entusiasmar. e se as coisas continuarem a evoluir bem, acho que vai acontecer um descalabro qualquer lá mais para a frente...


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

notas soltas

Verdade que nos últimos dias ando mais quieta mas não mora cá tristeza. Moram cá outras coisas que, por enquanto, não me apetece partilhar.

Às vezes gostava de ser menos totó. Mas é o que há, e infelizmente, parece-me que não vou mudar. Mesmo que queira muito.

Ando a pensar demasiadas vezes que já vou fazer 43. Há coisas que estou tão melhor nos quarenta mas não quero que o meu tempo se esgote; quando é que inventam algo para vivermos (bem) até aos 200? fico contente quando me dão 35, e não são raras as vezes. deve ser porque só tenho rugas do riso e não da idade.

A motivação sobre o exercício físico continua em alta. No sábado registei 15 km feitos e acabei morta das pernas. Quando o M. me perguntou sobre o treino de sábado e lhe disse o que tinha feito, disse-me que, por este andar eu ia chegar ao objectivo (datado para o meu aniversário) antes do tempo. Quero ter cautela quanto a isso, porque a minha mente tem tido muito poder sobre o corpo e a qualquer momento a coisa descamba e ando umas casas para trás. Em resposta escrevi-lhe algo que me quero lembrar nos dias maus:
Isso de chegar ao objectivo antes do tempo seria óptimo; criaria nova meta, mas nunca se sabe os obstáculos que vão aparecer. [...] continuo mega focada onde sei que quero estar. Só estou mais cautelosa, porque sei que isto de chegar a uma determinada idade, está cheio de contratempos, e e eu nunca me habituarei às desilusões. Continuo a não querer desistir. Ou continuo a querer avançar, é mais isso! E quanto mais as pessoas me perguntam se mantenho o ritmo, como me fizeram ontem, mais "ganas" tenho de chegar onde me vejo daqui a uns meses! e se lá não chegar no fim do ano, só tenho que ter espírito para manter a luta que quero vencer... a progressão é lenta, mas tenho o resto da vida para ir tentando:).E com isto tudo, [...], estou menos desmotivada?? Estou menos em guerra, isso sim!



sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Só porque sim ou nem por isso...

[Nós dois - Xutos e Pontapés]

Posso-te sorrir no escuro
E pensar que tu nem vês
Posso-te beijar com os olhos
E pensar que tu nem sentes
Desenhar todas as curvas
De que é feito o teu corpo
Penetrar-te nos teus sonhos
Com a ponta dos meus dedos, os dedos

Que vai ser de nós dois
Com as ancas me conduzes
Com os braços tu me apertas
Com os seios me seduzes
Como o mar e as descobertas, abertas

O que vai ser de nós dois
Que vai ser de nós dois
O que virá depois
Que vai ser de nós dois

não costumo usar


Não sou nada apreciadores de epítetos para identificar as pessoas. Aliás, acho de extremo mau gosto e de uma grande falta de educação.

O director de produção da empresa tem por hábito,  de se dirigir a algumas de nós mulheres, todas com idades para sermos suas filhas, como madames ou mademoiselles. Já não levamos a mal porque tentamos levar a coisa para a brincadeira. Já querendo referir-se a algum colaborador da produção, trata-os por “fadistas”. Coisa mai linda!

Claro que, nas aldeias ainda proliferam as alcunhas, que são coisa que quase parece ser hereditária, porque se o pai era, o filho também é, salvo se se registar um feito de tal ordem grandioso, mas digno de muita piada e com muita vergonha para o próprio, muda de epíteto.

Depois, há aquelas epítetos usados entre nós mulheres, que não aprecio nem sei lidar com nenhum. `Miga e linda são coisas que me fazem confusão. Muita tremenda. Tenho duas amigas que usam comigo este último com frequência, e eu sinceramente acho tão descabido que não sei como reagir.

A empresa teve, em tempos uma brasileira como comercial que tratava os clientes por querido/a. Era maravilhoso também. Um cliente que temos, com os seus 80 anos, adorava. Babava-se todo...

Há os dedicados aos namorados e maridos, que aposto que hoje serão usados por tudo e um par de botas,  o ‘mor - que é outro que me faz uma confusão…

Eu uso os nomes que constam habitualmente dos documentos de identidade. Sejam feios ou sejam bonitos; são aquilo que são. Não ofendem ninguém.