terça-feira, 3 de março de 2020
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020
Labilidade
Há algum tempo atrás decidi que não iria por a minha felicidade nas mãos de ninguém. Só a mim caberia a decisão de deixar que os comportamentos dos outros me afectassem o coração. Resolvi que não poderia ser tão apaixonada quanto aos outros. e nem sequer estou a falar e termos românticos.
Tem sido difícil manter esta posição sem, de vez em quando, sentir que estou a deixar-me ir nas ondas da emoção. Porque, muito que eu queira ser inatingível, ainda não tenho uma camada protectora que me deixa incólume às emoções alheias. Assumo que os meus filtros, em manter longe o que facilmente me deixa débil, não estão tão cimentados quanto gostaria. e de novo me vejo a sofrer.
Gostava de ser uma pessoa mais distraída, menos apaixonada, menos entusiasmada pela vida. Continuo a perceber que, de vez em quando, resvalo para os extremos: ora euforia, ora tristeza profunda. e sinto-me fracassar na minha decisão.
e, por momentos, perco o Norte. e o sono. e apetece-e largar tudo, por me sentir tremendamente defraudada nas coisas em que me deixam acreditar.
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020
quando copiam o pior de nós
Acho que muita gente tem a
percepção que, quer crianças, quer estrangeiros na tentativa de aprender a nossa
língua, as primeiras coisas que aprendem a dizer ( se as ouvirem) são os
palavrões. Temos sempre tendência a aprender mais rápido o que é menos correcto, me parece.
Ontem houve uma situação no trabalho que me fez pensar na
facilidade que o nosso cérebro parece apre(e)nder o pior.
Eu não sou uma pessoa propriamente calma em situações de
stress. e há alturas que tenho mesmo que berrar para colocar tudo nos eixos,
principalmente depois de ter acautelado situações e de ninguém ter feito caso.
entretanto aparecem os estragos que eu previra e tenho que ir eu, minimizar as
consequências. É coisa para me deixar bastante aborrecida. isto acontece mais
vezes do que eu gostaria e do que seria desejável.
Curiosamente, tenho sempre de relembrar a colega que me
substitui, de montes de coisas que a meu ver deviam ser de apreensão rápida e
efectiva. Não são raras as vezes que tenho de relembrar repetidamente de
determinados dados que há muito deviam estar retidos.
Porém, os meus piores comportamentos (os do meu mau feitio)
parece terem sido absorvidos de tal maneira que ontem parecia que me estava a
ver a mim, num comportamento dela. Eu estava sossegada e fui avisando que
tivesse calma, porque iria ser difícil fazer frente a uma determinada pessoa, e
até lhe frisei as respostas que iria obter do outro lado. A previsibilidade faz
parte do ser humano. vi a coisa desenrolar-se. o comportamento dela, as palavras,
foram muito idênticas às que uso; até a paixão com que estava decidida a por as
pessoas na ordem me estava eu a ver ao
espelho. se este tipo de comportamento que tenho, em que já perdi as
estribeiras, era o que eu gostaria de ver aprendido? não, não era. aliás, perder
a calma, não é coisa que eu goste de ver reproduzido pelas outras pessoas,
porque sei o quão dura sou. Não sou mal educada, mas costumo ser bastante
frontal. E a frontalidade não é propriamente algo que as pessoas estejam muito
receptivas, pela dureza das palavras.
Já há tempos escrevi sobre a colega, sobre o facto de me fazer imensa confusão ela não ter um comportamento próprio
em muita coisa, ser mais uma cópia, principalmente do que não é bom, de cada
uma de nós, das que convive com ela. Acredito
que ela saiba ser ela própria, mas muitos dos comportamentos são resultado do
convívio. é uma esponja comportamental. Aliás, ela consegue captar os tiques e
subtilezas de linguagem das outras pessoas, ao ponto de fazer imitações fiéis.
Não sei se isto dos (maus) comportamentos apreendidos é
consequência de admiração que nutre ou se simplesmente, na falta de saber como
reagir, acaba por reproduzir cópia dos comportamentos dos outros.
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020
coisas que me fazem confusão
Pelo linguajar de alguns homens parece que nunca viram uma mulher nua. Ou até mesmo uma mulher [e mais dizem que somos sete por cada homem...]
Devemos ser visões do além. umas vezes nuas, outras vestidas. umas mais turvas, outras mais nítidas...
pensar alto sobre os meus pensamentos
Costuma dizer-me que eu sou complicada em coisas que devia ser simples. e em coisas complicadas, simplifico em demasiado. Talvez tenha razão.
Penso muito. demoro tempo para pensar. muito do tempo perdido é com os meus pensamento, algures no nada. e acabo por nunca chegar a tempo, a lado nenhum, ultimamente.
Estava cansada demais para fazer umas quantas coisas que deviam ficar prontas impreterivelmente até ontem. Certo é, que adiei isso para hoje, pensando levantar-me uma hora mais cedo que o habitual; pus o despertador para as cinco da manhã. Não tenho dificuldade em adormecer. Às quatro e meia da manhã já estava de olho arregalado. Pensei aguardar pelo sono até às cinco, mas pus-me a pensar no que tinha para fazer, a passar a pente fino os últimos tempos, a medir as minhas últimas frustrações. Andei perdida em divagações profundas até ao toque de despertar do telemóvel. Sabia que não podia adiar mais o que tinha para fazer antes de seguir para o trabalho, mas insisti em ficar deitada, de luz apagada. em posição fetal, a pensar sobre montes de coisas: as do trabalho, as de casa, as do ginásio, as da associação, as da família, as da alma.
Levantei-me às seis como habitualmente - continuo a não conseguir recuperar dos exercícios tramados de isometria de há quase uma semana -, tentei adaptar os músculos à realidade de ter que suportar o corpo. Custa tanto pôr um pé e depois o outro no chão.
Antes de pôr a água a correr e o pé na banheira, obrigo-me a mim mesma a evitar pôr-me a pensar em coisas: as do trabalho, as de casa, as do ginásio, as da associação, as da família, as da alma. Porque se, no escuro, já tinha pensado muito, debaixo de água vou parar a um sitio qualquer onde só moram eu e os meus pensamentos, mas o tempo continua a correr fora dessa bolha quase inóspita. Apetece-me deitar-me na banheira e simplesmente deixar correr a água sobre o corpo enquanto o pensamento corre veloz. Sei que posso passar vinte minutos alheada de tudo e não me posso permitir a isso, quando tenho coisas para fazer ainda antes de sair. Hoje não cedi à tentação de passar muito tempo debaixo de água. Mas arrasto-me pela casa; as dores do corpo não se sentem, porque passei à actividade, mas é de má vontade que me apetece seguir para o trabalho. uma hora de caminho, para pensar.
Chego outra vez atrasada ao trabalho. tem sido recorrente, infelizmente. Não preciso picar o ponto, mas não me sinto nada contente com este comportamento que não estou a conseguir contrariar. é difícil de o fazer, principalmente porque tenho pouca vontade de passar oito horas fechada, a ouvir exigências de tudo quanto é lado e a estragar o meu bom humor com o azedume dos outros.
Só fiz metade das coisas que queria fazer. Subestimo o tempo que levo a fazer as coisas e a agravar isso, perco um tempo a pensar sobre coisas que não consigo resolver nada. Pareço um gato atrás da cauda, sem a conseguir apanhar. Penso muito, mas não resolvo nada.
Logo vou estar cansada para fazer o que ainda ficou por fazer e mais o que aparece de novo.
Sou só eu que sou assim complicada e desperdiço tempo a pensar, não sou?
terça-feira, 25 de fevereiro de 2020
Desígnios
Definitivamente, não dou para anjo. De tanto experimentar as asas cor de rosa, fiquei desasada ainda antes de chegar ao desfile. Deve ser algum sinal :)
Tenho um ano para me redimir, praticar muitas boas acções, para ver se um dia as asas não caem. :)
Quase, quase a dar as despedidas ao Carnaval.
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