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Imagino os outros que se sentem diferentes, todos os dias

Uma pessoa sai à rua depois disto [para ir ao otorrino ver se a coisa não é ainda mais complicada que o que aparenta].
E toda a gente parece que nunca viu uma mulher com o nariz partido, cheia de hematomas. Na rua e agora no consultório, enquanto espero.

Sinto-me um macaquinho no zoo. Credo!

Fui ao Porto partir o nariz e voltei...

Olho-me ao espelho e mal consigo acreditar que sou eu. Podia tirar uma foto e colocar aqui que estaria irreconhecível. Se já acho que não sou bonita, agora estou medonha... Os olhos estão negros e quase tapados, tenho uma tala no nariz e a cara esquisita. Estou de papo para o ar, a escrever...
É muito provável, no universo ainda que reduzido de leitores que por aqui andam, algum já tenha ouvido falar de mim, no evento onde estive, se também lá esteve. 
O meu patrão costuma dizer que um dos nossos comerciais vai ao Porto fazer uma mijinha. Eu fui ao Porto, literalmente partir o nariz.  Andei toda a semana dependente de terceiros para ir. Mas queria mesmo ir, porque senti aquilo como um dever, sentia me em dívida, devia fazê-lo. Portanto, acabei por pegar no carro, e fui.
A viagem foi fantástica, não me enganei em lado nenhum, tudo porreiro. Cheguei ao evento, fiz a surpresa que tinha fazer - que não foi assim tão surpresa, porque há quem saiba montar puzzles bem montados - e abancamos…

Estou a ficar pro em urgências de hospital

Estou à espera.
A ideia de vir ao Porto não era para estar no hospital. Mas vim parar ao São João.
Tive direito a ambulância com pirilampos acesos e tudo. Um regalo!

Depois de ter ido parar às urgências do hospital de Aveiro, também fora da minha área de residência, no ano passado, começo a pensar numa carreira de auditora nacional de serviços hospitalares de urgência.

A sério que estou a tentar ter humor com isto, mas estou a fazer um esforço por não deixar cair as lágrimas.

Venho de propósito ao Porto, para não conseguir estar presente onde e com quem queria, venho parar ao hospital, e saio com a tromba partida. Isso já é certo.

Ainda bem que já tirei o passaporte...

só recentemente deitei fora aquelas cartas...

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há muitos anos atrás, quando tive uma daquelas paixões que não se esquecem por mais décadas que passem, íamos tomar café a um bar que curiosamente tinha um nome de uma expressão que nunca usámos um com o outro. aliás, havia muito silêncio a falar tanta coisa. foi talvez uma das épocas mais bonitas, mais loucas e mais instáveis da minha vida. em que estive disposta a abandonar tudo, em prol de uma pessoa que me dava aquilo que eu mais achava que precisava na altura, mas não tinha tudo o que eu já tinha e achava necessário. eu não consegui apenas viver de um amor e uma cabana. e ignorar tudo à volta. foi uma das razões porque, um dia, lhe disse que não aguentava mais e o melhor seria que disséssemos adeus. entre nós, ainda existe por resolver, a incompreensão dele quanto ao meu afastamento.  Curiosamente, e sem qualquer razão que eu consiga encontrar para explicar, esta música remeteu-me a esses tempos...
a propósito, o bar chamava-se: eu gosto de ti... já fechou há algum tempo e nunca …

a preparar uma surpresa

Creio que a melhor forma de agradecimento que se pode fazer a alguém, é estar presente em momentos importantes da sua vida. Acho eu.
Tenho andado a preparar uma surpresa para este fim-de-semana que, além de me criado um grande nó no cérebro, vai obrigar-me a uma grande logística. Mais do que eu estava à espera. O que era uma coisa simples, tornou-se um caso bicudo.
Quero acreditar que vai valer a pena. Julgo que vá ser impagável a reacção. Espero que seja positiva. Ou não vou encontrar buraco onde me enfiar.
Mas se bem conheço a pessoa, por muito que eu tenha andado a esconder, é provável que possa estar desconfiada.
Espero que as minhas expectativas não saiam goradas. Seria mau demais. Mas também pode acontecer. [quando ando entusiasmada demais, nem tudo acaba por correr como esperado].

contagem decrescente

se tudo correr como previsto, daqui a mais ou menos um mês, estarei estendidinha ao sol.
Espero que sejam sete (poucos mas bons) dias de puro deleite: sol [bom]. água [quentinha]. comida [que espero não seja má]. e claro, ginásio [tem que ser]...
é preciso fazer reset ao sistema, que isto não tem andado famoso.

respeito pelos outros....

É frequente ouvir-se as pessoas de mais idade dizer que as pessoas mais novas não têm educação nenhuma. Que no tempo delas é que era. Que o respeitinho é muito bom.
Mas começo a achar que, infelizmente, tal como acontece com outras características as pessoas idosas começam a perder também a noção da educação.
Dada a falta de civismo, foi preciso instituir legislativamente que idosos, pessoas com crianças e grávidas tivessem prioridade no atendimento. Nem devia ser necessário legislar. Contudo, parece que é preciso obrigar as pessoas a ter bom senso.
Ontem, quando fui à Conservatória. o mesmo espaço servia de atendimento e sala de espera, tudo confinado a poucos metros quadrados. Toda a gente sabe que quem vai a sítios destes está condenado a esperar, a esperar… e por vezes, a desesperar! Então com a greve…
As pessoas amontoam-se, e o número de lugares sentados, já de si insignificante, torna-se ridículo. às páginas tantas, com pessoas idosas à espera, resolvi levantar-me e ceder o lug…