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esta é a minha melhor razão

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[Via Pinterest]

Felicidade

Quando a felicidade existe por cá, torno-me muito parola. Sou incapaz de a conter cá dentro, em silêncio. Quando me sinto muito feliz, nunca me calo e quero muito partilhar a minha alegria com os outros. E há quem não perceba tanta agitação, às vezes, por tão pouco. É nisto que me sinto imatura. Como se ainda estivesse na infância. Estou numa fase dessas.
É maravilhoso estar feliz com aquilo que conquistamos sem depender de mais ninguém...

Como se trata isto?

Acabei de vir de um evento que eu tinha que evidenciar alguns números. Sei de todo o trabalho que fiz, como o fiz e porque o fiz. Deveria estar tranquila. Mas não... Fico tão stressada que, em lugar de estar calada, resolvo por-me a explicar tudo e não me calo. Mas o nervosismo está tão à flor da pele, que acabo por assustar as pessoas, como se eu tivesse algo a esconder. Não tenho. Tenho medo que seja posta em causa a minha ética e a minba honestidade, e acaba por me levar a comportamentos desajustados. Sem dúvida, a falta de auto-confiança estraga aquilo que podia ser meritório.
Como é que eu consigo mudar isto? É horrível sentir toda esta ansiedade. Meter os pés pelas mãos deixa-me superagitada, perturbada mesmo.

oh pá, quase me põem a chorar. esteve perto...

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Sou recebida, sem excepção, com um caloroso sorriso (que me continua a deslumbrar, assumo). O homem é um charme, assim, que eu nem sei explicar.

Um mês depois, regresso e conto-lhe que a rouquidão continua. vejo as suas feições alterarem-se; está desagradado porque a medicação não fez efeito. e receia que venham más notícias.
Lá me vou sentar na cadeira de observação, e antes que eu diga que sou uma medricas – pela enésima vez -, ele diz: isto não vai custar nada. Já sei que se refere à endoscopia faríngea, cujo procedimento conheci na última consulta. em tom de brincadeira, digo-lhe que correr,é pior. Agora anda nas corridas?, pergunta-me surpreendido.
Já tinha discutido na consulta anterior que tinha pouca “caixa de ar” para os treinos metabólicos mais exigentes. ele tinha-me acalmado e dito que ela irá desenvolver-se com o tempo e a continuidade do exercício.
Enquanto me fazia o exame, contou-me das suas últimas partidas de futebol - as partes engraçadas. Fez-me soltar a gargalhada…

Mudar, respirar, limpar, simplificar, reconstruir

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[via Pinterest]

Foi um post num outro blogue que descobri recentemente que gerou a escrita deste. Foi o voltar atrás (às quase raízes) e, agora, o querer olhar para a frente que me obrigou a escrever isto. para que nada nem ninguém me faça sair do caminho, pela vida fora.

Este blogue tem nove anos e durante cerca de oito, não houve grandes mudanças na minha vida. Estupidamente não houve. A minha teimosia suplantou a necessidade de mudar. Tinha de ser como eu decidira. Era assim que tudo encaixava na perfeição (achava eu). Agarrei-me  à minha suposta zona de menor desconforto e nunca me atrevi  fazer grandes modificações porque vivia agarrada à certeza que aquele era o único caminho a trilhar. Isto foi um muro Muralha da China de lamentações, de muito choro, de baba e ranho. Quem me lê há mais tempo, lembra-se, de certeza. Um dos últimos posts que fiz antes de me calar durante dois anos, foi admitir que nada que eu tinha pensado para a minha vida estava bem, contudo continuava a insisti…

antes já achava mal... agora acho pior.

É certo que a mudança do ano é uma espécie de marco para as pessoas pensarem em concretizar sonhos; normalmente são empreendimentos gigantescos. Afinal, se é para dar tudo, que seja por um sonho grande, porque os pequenos não precisam de viragem de ano. Um dos sonhos mais falados é perder uns quilos; muito ou poucos, é irrelevante! Não são só as pessoas mais anafadinhas que sonham com isso - acho que essas já desistiram. Toma-se, de forma resoluta, a decisão convicta de se inscreverem num ginásio, de que não se vai desistir, que agora é que é... quem não? as pessoas acotovelam-se nas aulas e nos balneários, tudo cheio da febre que este ano é que vai ser. Lá para Fevereiro, a coisa acalma porque a febre passa... Não censuro, é preciso motivação, força de vontade para ir e perseverança para esperar pelos resultados. é difícil, eu sei... oh, se sei! e mesmo depois de seis meses regularmente no ginásio, a ter bons resultados [porque trabalho para isso, acho eu] ainda tenho medo de, um di…

Às vezes só me apetece... Nem sei!

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Assumo que, na sexta, a tarde de trabalho demorou a passar. A semana teve noites de pouco e mau sono. Estava mortinha por ir dormir. O facto do treino de sexta, ser corrida e aula de Body & Mind (o M. à sexta não me atura), achei que era melhor aproveitar a oportunidade de pôr o sono em dia. Avisei o M. que me ia baldar, tal e qual assim. Veio o porquê, seguido de montes de pontos de interrogação. Estava aberto o interrogatório que duraria até sábado ao almoço. Deitei-me às 20.30h e só me levantei no sábado já bem tarde. O facto de ter faltado ao treino pelo segundo dia seguido, fez o homem surtar. E a exigir que eu passe a trabalhar o dobro. Deixei-o falar. Tinha um trunfo na manga, mas só podia dispor dele hoje de manhã, se o tempo permitisse. E permitiu. Mas estava cá um briol que quase me fez desistir logo nas primeiras passadas. A ciclopista não teve ninguém desde que comecei até que acabei. Só nessa altura o sol estava  alto o suficiente para passar entre os pinheiros e aqu…