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A mostrar mensagens de Dezembro, 2011

É isto!

"Ninguém pode voltar no tempo e fazer um novo COMEÇO.
Mas podemos começar agora e fazer um novo FIM
!"
Bob Marley

Uma maravilhosa descoberta

Voltei ao exercício ao ar livre depois de um interregno de quase dois anos. Esta actividade foi uma das que senti mais falta quando tive de ir trabalhar para longe de casa.
Já nem me lembrava quão bom é sentir o ar fresco da manhã na cara e os aromas a terra molhada da geada que se começa a derreter. Há ainda os raios de sol que não têm estado nada tímidos e sabem tão bem a bater na cara. As pequenas gotículas de água pousadas nas ervas reflectem minúsculos arco-íris. E as nespereiras começam agora a florescer.
E espantei-me quando descobri uma cegonha a uns metros de mim. Desconhecia que andavam aqui tão perto de casa. Obviamente não acredito que são as cegonhas que trazem bebés. Mas, Às vezes, sabia bem acreditar...
[talvez amanhã encontre o ninho]

Feliz Natal

Que nasça no coração dos homens a solidariedade e a bondade, floresça alegria e amor, sopre a brisa da paciência e da temperança, brilhe o arco-íris dos sonhos. E não pairem nuvens negras que não semeiem  o ódio, a discórdia e a guerra.
Que haja boa vontade entre os Homens. E em cada um de nós a esperança que o nosso maior sonho se irá concretizar.
Um Feliz Natal.

Aconteceu de novo

2011 ainda não acabou e mais uma vida das nossas vidas foi ceifada pelo cancro. Casaram-se uns dois anos anos de nós. Estivémos presentes. Ele tinha sempre um sorriso, uma esperança, uma palavra de conforto. Nunca teve uma vida fácil, mas o seu sorriso nunca nos fazia lembrar disso.No Natal de 2009 ela já estava doente, ainda não tinha trinta anos. Ela sentia a vida fugir-lhe por entre os dedos, mas o J. continuava com esperança. A esperança dele morreu hoje, umas semanas depois do transplante de medula da S.. Amanhã temos de nos preparar para mais uma despedida.

Amor em idade madura

Imagem
imagem daqui
Comovo-me sempre que vejo casais seniores - septuagenários ou octagenários, de cabelo grisalho e rugas amorosas - em que ele a ajuda (a ela), a sair do carro, a subir os degraus, ou a vestir o casaco. Quase sempre são elas que durante toda a vida cuidam deles. E eles devolvem o cuidado nesta fase da vida. Acho gestos como estes, de uma ternura imensa. Deixo cair umas lágrimas de emoção. Imagino sempre que seja um casal onde o amor sempre existiu e se perpetua até aos dias de hoje. E penso que também quero isso. Amor, para sempre.

Já cá mora o Natal

Os presentes já estão todos finalizados desde a semana passada. No entanto, só a partir de ontem foi aberta a época natalícia cá por casa. Como manda a tradição- que, aqui, continua a ser o que era.
Não foi brindada a champanhe nem teve corte de fita, mas não faltou o ibuprofeno e as pastilhas para a garganta. A árvore está feita, e espera-se que o marido tenha tempo para elaborar o presépio, já que ontem se prestou ao voluntariado no lugar do costume.
A rouquidão obriga-me a sair de casa já que não há meio de passar e não tenho perpétuas roxas para o chá. Toda a espécie de combinações com mel não está na lista das mezinhas a utilizar. Como diz o meu pai, se ela chegou sem ser convidada, também irá partir sem dizer adeus. Mas enquanto isso não acontece, vou dando uns empurrões para ver se a mando embora.
[a abertura da época natalícia trouxe também projectos para 2012.]

não vale a pena correr

não sei quanto tempo ainda tenho para viver, nem me vou pôr a adivinhar. Da vida que já vivi, passei dois terços dela numa correria contra o tempo. O tempo existia cronometrado para tudo. Para fazer a escola primária, para acabar o secundário, para sair da faculdade. Nunca corri para o casamento, que fiz esperar durante nove anos, por achar que esse tinha tempo para acontecer.Um dia aconteceu mesmo, talvez porque tenha chegado a hora, porque esse era o seu tempo. Corri pelos outros, contra o tempo curto de uma vida prestes a findar. Aproveitei o tempo para as obrigações que achava (acho) que tenho. Começava cedo e terminava tarde no trabalho que dava luta e prazer. Perdi amigos, porque afinal não o eram. Afastei alguns pelo tempo que não tinha. Encontrei desculpas com as prioridades. Escondi-me quando a tristeza cá morava, porque a independência era algo que o tempo parecia ter trazido.
Nestes últimos dias, tenho-me questionado do que valeram a pena estes passos ao lado de um tictac d…