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A mostrar mensagens de Abril, 2012

sejamos optimistas (estou a tentar)

Hiperventilei.
Depois inspirei com força. Expirei com força ainda maior. Devagar. Sinto o ar. Luto contra as adversidades que já não são poucas e isto ainda agora começou. Se cheguei até aqui, agora não me vai dar a "macacoa"! Isso é que não...
Vamos lá a ver isto com o lado optimista. Já tinha comentado AQUI que quando tudo é demasiado perfeito, desconfio que a coisa não venha a dar resultados.
Como isto ainda não tinha começado e já estava a correr menos bem, pode ser que o fim seja o desejado. Obrigada a todas as que torcem desse lado. tem sido importante isso.
Adenda: Acabei de saber: amanhã começamos. Vou rezar para as análises e a ecografia estarem impecáveis. Preciso tanto. Quero muito. 

prestes a desmoronar

Não estivesse eu no trabalho e já teria caído num pranto descontrolado. Não seguro os nervos que me explodem nas têmporas. lateja a dor forte e o coração bate a um ritmo acelerado. Se não me materem os nervos, dão as hormonas cabo de mim. Que me insistem em fazer chorar, seja de que maneira fôr. Que não seja  a pior. Que não seja a pior. Interiorizo a voz que me pede calma e serenidade mas a dor de cabeça ecoa mais forte e atroz.

Precisava gritar

Estou nervosa. tremo que nem varas verdes. Nem no dia do casamento ou na admissão à Universidade me sentia tão nervosa. Parece que sou novata nisto. Não sou. Mas o telemóvel escorregou-me umas quantas vezes das mãos antes de conseguir fazer a chamada para que me assinalassem a partida. Chamada feita, obstáculo à vista. Estava eu a pensar numa pista limpa e afinal, estou numa corrida com barreiras.
Sei o telefone vai voltar a cair-me das mãos quando tiver que fazer o segundo telefonema que me pediram para fazer. Vai ser tão difícil manter-me calma durante as próximas duas horas.
Porque é que eu tenho o condão de complicar tudo?

Pessoas prioritárias

hoje, sem ter dado conta, coloquei as compras numa daquelas caixas prioritárias a velhinhos, pessoas com crianças ao colo e grávidas. Ainda não tinha chegado a minha vez mas já me tinha apercebido que havia algo de estranho porque a menina da caixa olhava constantemente para a fila. Ainda pensei que poderia estar numa caixa com número de artigos limitado. Ao mesmo tempo que ela avisava que o casal que estava atrás de mim- que tinha uma criança- devia passar à frente, apercebi-me do placard de caixa prioritária. Não vi mal algum que me passassem à frente. Antes que eles expressassem que não pretendiam dar uso à sua prioridade surge uma grávida sabe-se lá de onde ( e de que ninguém tinha dado conta) para passar à frente do casal, também prioritário. Se as prioridades se cumprissem, a grávida seria a segunda a ser atendida logo atrás do casal com a criança, sendo eu a última a ser atendida. No entanto, ela não fez caso do casal e tomou logo a posição na dianteira da fila. Curioso de tud…

Metida ao barulho

Acabou de tocar o meu telemóvel do trabalho. Não é muito comum acontecer ao fim-de-semana, mas pontualmente acontece. Mas nunca me tinha acontecido ser por motivos de ciúmes. Parece que a mulher de um dos motoristas dos nossos transportadores anda desconfiada do marido. E quem calhou na rifa? Liga-me o rapaz muito aflito, a pedir desculpa pela situação que me estava a meter, mas que a mulher tinha de saber que o número que tantas vezes aparecia no telemóvel, inclusivé na lista de contactos, era apenas um contacto profissional. Ainda lhe perguntei se ela queria falar comigo para desfazer o equívoco, mas parece que ela ficou convencida só pelo que lhe disse a ele, com o telemóvel em alta voz. [ a coisa foi estranha já que há imenso tempo que trabalho com o rapaz que não vejo a coisa a fazer grande sentido]
Só espero não ter nenhuma espera amanhã à entrada da empresa... não me agrada nada andar o meu nome  metido entre marido e mulher. Eles que se entendam e me deixem a mim de parte. Há…

Ainda é Abril

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Não há nenhum fim que não exija um começo. Nenhuma chegada que não pressuponha uma partida.

Talvez Abril ainda venha a ser o tempo dos começos, quando se esperava o dos fins. Esperança...

de olhos na alma

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Vivo num tempo incerto, com muitas incertezas do tempo que terei de esperar. É o tempo dos silêncios e não das palavras.  Em breve, assim o espero, tudo recomeçará ou tudo acabará. Percebo que não há meios termos. Espera-se pelo tempo que falta. E esse não sei quanto é. Porque a natureza é assim. Reage com o tempo.

humor

Tive uma noite má. Arrasto-me da cama e olho-me ao espelho. Tiro uns minutos para me queixar aquela figura que vejo reflectida. Aponto-lhe o dedo, acuso-a: Não vale a pena queixar-me. A culpa é tudo tua.  Não é de mais ninguém. Será o mesmo que dizer: a culpa é toda minha.

uma gaivota voava, voava

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Nasci depois da data que hoje se comemora.
Em miúda, aprendi uma canção. Está ligada à Revolução. Ensinou-ma o meu pai.  Porque era bonita.

dias assim

Tem dias que o trabalho me cansa sobremaneira. Hoje foi um deles. [já estou a cair de sono] A melhor descrição que faço é a da fila do pão. Todos vêm bater à porta, pedindo migalhas. Vêm nus, rotos, descalços e com fome. Mas exigem pão.Mesmo que não haja farinha para o fazer. Se impomos algumas pequenas cláusulas que pouco ou nada custam a cumprir, tratam-nos como se fôssemos cães vadios, com sarna, raiva.
Um dia alguém disse que estávamos de tanga; pois agora, está quase tudo nu e doente, moribundo.

As exigências dos outros

Aquele que já foi , um dia, o meu melhor amigo fez anos em Março.
Quando lhe telefonei (já o dia ia longo), disse-lhe que talvez pensasse que me teria esquecido (na verdade, antes que tivesse oportunidade de lhe telefonar, mandei-lhe um mail a desejar os Parabéns).
Ontem não deu sinal de vida. Não daria qualquer importância a esse facto - porque o esquecimento é uma coisa perfeitamente natural - se ele não me tivesse dado uma resposta parva, quando lhe telefonei em Março: Eu estava à espera de ver se tu te esquecias; é assim que verificamos se somos importantes na vida de alguém. Estava a avaliar-me, portanto.
Limitei-me a responder-lhe na altura que, estando ele sempre de mail aberto, já deveria ter dado conta que o tinha felicitado. Aborreci-me um pouco pela cobrança, mas não o quis demonstrar.
Se fosse olho por olho (já que passo a vida a ser cobrada pelas dívidas que não tenho), o mundo acabaria cego, como disse Gandhi.
A importância que dei a este facto vai mesmo resumir-se a e…

35

Ao 113º dia do calendário gregoriano (ou 114º, porque não sei se o ano foi bissexto), a  Mãe resolveu dar à luz uma criança do sexo feminino. Para dizer verdade, acho que não foi bem ela que decidiu, mas o que é certo, é que a Alice nasceu numa madrugada do dia 23 de Abril, numa maternidade conceituada – pelo menos era -deste país! De compleição frágil, o Pai mal se atrevia a segurar, não fosse partir os ossinhos todos à criatura, acabadinha de vir ao mundo.
Hoje faço 35. Há coisas em que a idade começa a ter algum peso, mas hoje não quero pensar nisso. Hoje, faça a idade que fizer, só quero que o dia seja bem passado, sem grandes tribulações. [sabe bem receber miminhos, é verdade!]

Dia Mundial do Livro

Liberdade

Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
Sol doira
Sem literatura
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como o tempo não tem pressa...

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto é melhor, quanto há bruma,
Esperar por D.Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,

Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

Mais que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...

Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"


Nota: Hoje é o dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, instituído pela Unesco, em honra de Cervantes e Shakespeare, que faleceram neste dia. Este é um dos poemas que mais gosto de Fernando Pessoa. Achei-o muito adequado para o dia que h…

se não sabem, porque falam?

As pessoas quanto menos sabem a nosso respeito, mais inventam.
Surpreende-me a capacidade inventiva de alguns. E entristecem-me as mentiras que criam a nosso respeito.

Estou de parabéns

Completam-se oito anos a trabalhar aqui. Não nesta posição que hoje ocupo.Se já estive melhor? Afirmativo! As coisas a recordar não são todas más, mas estou de parabéns por as ter sabido contornar. Mereço este auto-elogio. Porque já passei coisas que não lembram ao Diabo. Pensar noutro emprego ainda não está fora de questão. É um dos três principais objectivos de 2012. Afinal, mudar também nos faz crescer e aprender coisas novas

Confesso que não me importava

O meu marido normalmente tem muito bom gosto e requinte na escolha dos meu presente de aniversário. No entanto, não arrisca. Tem sempre o mesmo registo.

Este ano - apesar de eu saber que ele já tem o presente comprado, não consegue disfarçar - gostava que ele se lembrasse de me enviar flores. Com direito a cartão e tudo. Como se faz nos filmes.

Distraído como é, não acredito que se lembre disso.

Adenda - Ele costuma oferecer flores mas nunca me mandou nenhuma sem estar presente - tipo "apanhar-me" desprevenida

notícia de última hora

Acabei de ser formalmente convidada. Vou ser madrinha do meu sobrinho. Daquele de que falei AQUI.

quando os anos (afinal) pesam

Ao contrário das minhas colegas mais velhas, não costumava ter problemas em lembrar que ficaria um ano mais velha, quando chegasse o dia de aniversário . Não me pesam as rugas nem os cabelos brancos - muitos, e ultimamente parecem uma praga- que já tenho. Nunca pensei no assunto como se caminhasse para a velhice. nunca achei que ficar mais velha me impedisse de fazer tudo quase tudo o que sempre fiz. (os meus joelhos já se queixam de artrite reumatóide, não se trata de uma questão de idade, mas genética).
Dizem que o que interessa não é a idade física mas sim a mental. Até há pouco tempo pensava o mesmo.Fui acreditando, e em muitos objectivos isso ainda se mantém. Perante o cenário de insucesso dos últimos meses, a idade começa a ser um fardo pesado para quem quer ser mãe.  Este é um problema a acrescer a outros, que me deixa (mais) incapacitada de ser optimista. Cada caso é um caso, eu sei, mas tenho de contar com todas as variáveis. Quando o corpo nos começa a pregar partidas - ain…

É isto mesmo

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é preciso renascer

Mar, silêncio e lágrimas deve ser remédio para este mau-estar passar. Às vezes tenho de me permitir chorar. Tenho andado a controlar esta lavagem de alma, só para me fazer forte. Às vezes, é melhor ser fraca por momentos, para a vontade de ser forte renascer.

[ as lamúrias só se "ouvem" aqui, e é aqui que devem ficar; não gosto que ninguém se apoquente com as minhas tristezas]


sonhar pouco ou a dormir

Às vezes fico com ideia que não me é permitido sonhar. Nem demasiado longe. Nem demasiado alto.

[sim, hoje não me recomendo. Amanhã talvez tenha passado. Talvez o silêncio me faça bem.]

coisas que não conto mas penso

Revolta é o que sinto quando uma mulher de trinta anos acaba de parir o sexto filho [numa ambulância], e todos os outros cinco já lhe foram retirados, por se tratar de uma família de risco.
E depois as pessoas falam-me na lei do retorno - que  merecemos tudo de bom, pelo que somos, pelo que fazemos. pela nossa filosofia de vida.
A lei do retorno não funciona, onde mais necessitamos dela. A lei do retorno é aleatória. Se todos esperássemos alguma coisa, pela lei do retorno, éramos muito mais interesseiros nisto de fazer bem aos outros. E muito mais vaidosos e orgulhosos.

As coisas não me acontecem porque simplesmente não têm de acontecer. A lei do retorno é omissa nestes casos.

promessa que faltava cumprir

Mais por promessa - que é coisa a que não gosto de faltar - que por grande vontade, respondo a um desafio que me deixou a querida Raio-de-Luar , AQUI, há umas semanas atrás.
Ando demasiado dormente do espírito para escritas muito elaboradas, ou textos muito introspectivos. Não vou culpar o tempo de nada, como habitual todos nos queixarmos. A vida é como é, e só nos resta tentar contrariar, debatendo-nos com o que é mau. Alimentando o que é bom.
E sem mais demoras, vamos lá ao desafio.
REGRAS
1. Escrever onze factos sobre mim; 2. Responder às perguntas que me foram propostas; 3. Escolher os voluntários à força para responderem a este desafio; 4. Fazer onze perguntas para os ditos voluntários responderem;
Sobre mim: Fervo em pouca água, que é o mesmo que dizer, tenho pouca paciência. Em suma, tenho mau feitio; Não sou de perder tempo com revistas cor-de-rosa . Posso ler quando estou num consultório médico, mas largo-a na segunda página; Detesto trabalhos mal feitos. Sou amiga da perfeição. As cois…

para comemorar

O Beijo Congresso de gaivotas neste céu
Como uma tampa azul cobrindo o Tejo.
Querela de aves, pios, escarcéu.
Ainda palpitante voa um beijo.
Donde teria vindo! (Não é meu...)
De algum quarto perdido no desejo?
De algum jovem amor que recebeu
Mandado de captura ou de despejo?
É uma ave estranha: colorida,
Vai batendo como a própria vida,
Um coração vermelho pelo ar.
E é a força sem fim de duas bocas,
De duas bocas que se juntam, loucas!
De inveja as gaivotas a gritar...
Alexandre O'Neill, in 'No Reino da Dinamarca' (Beijem , beijem muito! Beijem quem amam! Na face ou na boca, na testa ou na mão... beijem! Afinal um beijo, é um acto que pode albergar tanto amor dentro!!)

contar com o que não acontece

Digamos que os não acontecimentos dos últimos dias me levam a pensar na ironia das coisas. Eu que me organizo, calculo e refaço cálculos, agora não consigo chegar a contas certas. Esta variável que pende para a indeterminação, leva-me a crer que dei por certo, aquilo que agora é incerto. Agora que a equação parecia resolvida, descubro que nem todas as constantes o são verdadeiramente. Creio que adivinho o resultado disto tudo. Vamos dar tempo ao tempo, mas não preciso de grandes demonstrações para chegar a um sinal menos no final.

evitar a traição - Ainda no mesmo registo!

E já que se fala em crenças populares, assinalo uma que acabei de saber ao almoço por uma das meninas do laboratório.
há quem diga (ouço muita gente dizer) que orelha (quente) do lado do coração, é traição. Não sei se é para esfriar tal orgão, ou se é para evitar a traição - não perguntei, para não me desmanchar a rir - é molhar o dedo com saliva e fazer o sinal da cruz na orelha quente. Dizem que funciona.
Pois calculo que funcione. A orelha deve ficar mais fria. E se a pessoa acabou de comer um caramelo, deve ficar também mais pegajosa.
Há cada crença... Sem dúvida, misturamos o pagão com o religioso para amenizar os nossos temores. Se as traições se evitassem assim...

Eu não acredito em bruxas, mas parece havê-las

Depois de ter escrito ISTO aconteceram uma série de estranhas coincidências.
Ontem, o marido chegou a casa e queixou-se de uma forte dor de cabeça. Ele não é de dar muito crédito às crenças populares, mas lança uma eventual explicação para  a enxaqueca: alguém lhe lançou mau olhado. Só não me ri por respeito à sua dor.
Na volta - e evitando rir-me da minha própria sugestão- incitei-o a recitar três Credos. E se não passasse, que rezasse mais três. Isto, porque ao final do dia, ouvi uma conversa entre duas senhoras de idade, na fila do supermercado. O receituário para o mau olhado, seja ele sob a forma de dor de cabeça ou bocejo frequente e sem motivo, é rezar três (ou múltiplo dele) Credos até que passe. Nem precisa de farmácia para ser aviado, basta saber de cor uma das lições da catequese.
Minutos depois respondeu-me que a dor de cabeça tinha passado. Achei melhor não me rir.Vai-se a ver e ele, se calhar, fez o diagnóstico correcto. Ou tratou-se de uma coincidência. Vá lá saber-se.

Males de inveja - acreditar ou não?

Quando era miúda abundavam uma espécie de pessoas que praticavam medicina popular. Hoje em dia, não ouço falar de ninguém que o faça lá na aldeia. Haviam os que curavam de males físicos, como entorses, ossos fora do lugar, ou até constipações. Depois, os mesmos ou outros, podiam curar dos males psicológicos. Havia quem lhes chamasse males de inveja. Segundo estes curandeiros, parece que era/sou muito afeita aos males de inveja. Sem que ninguém lhes pedisse, lá procediam a uns rituais de me aliviar a carga negativa que os outros me lançavam. Não posso dizer se acreditava ou não. Era miúda, e o lado místico destas coisas podia ter o seu efeito mágico, não o nego.Quando não sabemos explicar, somos seduzidos por explicações rocambolescas. No presente, como pessoa das ciências exactas, acho que as coisas acontecem por explicação científica e não porque o universo conspira contra nós. Quero acreditar que a mente das pessoas não tem o poder de nos fazer mal. Quero acreditar que há explicaç…

ai os nervos

estar nervosa dá-me para comer. infelizmente. por isso, esta madrugada, marcharam o ovos do folar dado pelo namorado (rico, diz ela; ou talvez não, dizemos nós) da maluca da minha cunhada.

Se isto continua assim, o senhor doutor vai dar-me um sermão e missa cantada ( se eu conseguir passar a essa fase). e eu tenho de manter a boca fechada. Coisa que deveria ter feito ontem.

Update (a propósito do que esperava de Abril)

A ansiedade complicou as coisas -  e parece decidida a boicotar-me os planos de ter notícias (que NÓS queremos muuuuito que sejam boas) ainda em Abril, a tempo do meu aniversário (lá para o final do mês). [acontecer no aniversário seria o menos importante de tudo, mas lá que seria um brutal presente, isso seria!].  Parece que o meu organismo está afectado pela senhora dona ansiedade, a ver pelos dias que contei no calendário(*), e não há maneira de poder ligar para o senhor doutor e dizer-lhe: estamos prontos. Só assim terei ordem de partida, para mais um percurso. Ansiedade gera ansiedade. Há que aguardar. Mas custa-me tanto.
(*) Ou isso, ou eu me enganei no último registo. Já ando tão baralhada. Nunca me aconteceu. Ou já? Se calhar já, e a senhora dona ansiedade também foi a culpada.

Adenda: parece que o medo também pode ser uma das causas. e isso, também eu tenho sentido ultimante.

Segunda-feira difícil

A propósito DISTO, dou graças por ser apenas um dia no ano. Não há parte do corpo que não me doa.
Precisaria de sete dias, para descansar dos últimos três. Mas hoje, por aqui, trabalha-se... [antes assim que estar no desemprego ou doente]

Coisas da Páscoa

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Contrapondo ao Natal, não gosto da Páscoa; por ser uma época mais triste, mais séria, talvez. Páscoa  é sinónimo de ida à serra, a casa do sogro; é lá que começo a organizar o trabalho para receber os convidados; é preparar ementas diferentes todos os anos, organizar tudo um mês antes. É tentar que a minha cunhada colabore, e quando ela o faz por inteiro - como aconteceu o ano passado- faltam metade das coisas na mesa e nunca tem nada pronto a tempo da chegada dos convidados. Basicamente, Páscoa é sinónimo de dois dias na cozinha, para bem receber e sair tudo de lá satisfeito. O pior é que segunda é dia de trabalho e eu a necessitar de descanso
Bom, já tenho quase tudo acondicionado - panelas e tabuleiros incluídos, e mais umas receitas por escrito, não vá dar-me uma branca com tanta azáfama.
Andarei ocupadíssima nos próximos dias; por isso, fica já o recado dado:

voar ou aterrar?

Sei que, agora que conheço o caminho, estou a ser uma temerária. Vou ter medo do percurso, das pedras que encontrarei no caminho, e nem sei se conseguirei chegar ao fim, porque o corpo pode não reagir, como se pretende. Estou à espera que ele colabore, para pôr os pés ao caminho para mais uma jornada. Da primeira vez não fui assim. O negativismo só me alcançou no fim do percurso, e o resultado foi um lançar de dados, em que ditou a casa: voltar ao ponto de partida. reiniciar. Não é difícil sair deste piso térreo, voando acordada. Mesmo que haja um sem número de argumentos a prender-me os pés à terra. não fosse a vergonha de me acharem uma doida - ou de eu  me achar anormal- e eu contaria aonde me levam os sonhos. Depois, sinto um vento frio que me sopra cautela aos ouvidos, Sonhar não paga impostos, mas às vezes, causa despistes nas aterragens. Também tenho medo que o meu avião dos sonhos se despenhe.

este texto está meio desconexo,  estou com dificuldades em controlar o medo. (e os …

Canja para a alma

O meu sobrinho tem 21 meses e já diz tudo, sem papas na língua. O meu sobrinho hoje disse o meu nome, que eu sei que é difícílimo uma criança dizer, por causa das consoantes. O meu sobrinho hoje falou em saudades. Parece que sabe o que são. Agarrou-se ao meu pescoço e disse: saudades da tia.

E eu fiquei sem fala.

Abril

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Começa assim.






Deu-me gozo de, por momentos, me abstrair dos problemas e afazeres e dar descanso ao joelho em recuperação. Tenho de dividir o tempo, com algum descanso forçado. Um dia destes, vi uns ovos semelhantes a estes e pensei se seria capaz de fazer o mesmo. Não sei se este trabalho tem alguma técnica especial. Pus-me a inventar e acho que saíram semelhantes aos que vi. Gostei do resultado final. Acho que lhes vou adicionar uma fita de cetim.