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A mostrar mensagens de Novembro, 2012

Gosto muito de filmes de animação

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Quando era miúda, os filmes de animação eram apenas vistos no cinema por altura do Natal. A cores. A TV lá de casa era a preto e branco. A empresa onde o meu pai ainda trabalha, todos os anos, fazia uma festa de Natal no cinema da cidade. Já sabíamos à partida que, naquele dia, teríamos os bonecos a alegrar antes da habitual distribuição dos presentes. Exceptuando um ano, que tivemos um ilusionista. Lembro-me de ter ido ver a Pantera Cor-de-Rosa. A mítica música nunca mais saiu da cabeça. Sempre que vejo um filme de animação, lembro-me sempre desses Natais. Por isso, ontem, quando resolvemos aninhar-nos no sofá, ao quentinho da lareira, e comemorarmos mais uma pequena coisa boa na nossa vida, optámos por este:


E continuo a gostar muito de filmes de animação. Às vezes, sabe bem sentir-me criança outra vez. feliz.

confidência

Ontem alguém me confidenciava que não tinha qualquer prurido em construir a sua felicidade à custa da infelicidade alheia. Foi mais longe, dizendo que tramaria o melhor amigo se isso significasse ganhar a sua felicidade.
Ainda bem que: a) não é meu amigo; b) nem todos somos iguais.

descoberta

Dançar faz-me feliz!

chá, café e coisinhas doces

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[a minha caneca, oferta do marido :)]


Quando passamos grande parte da nossa vida no emprego, o ideal será que nos sintamos lá  bem. Sei bem que a maior parte das pessoas não aprecia o trabalho que tem. Eu, posso confessar, já passei por fases alternadas entre o gosto e não gosto. Quanto tinha mais trabalho de campo, apreciava mais. Adorava o que as pessoas me contavam, os problemas que apresentavam e o carácter que demonstravam face aos outros. Quando quase deixei de fazer esse trabalho, ressenti-me. Hoje em dia, tento que, já que cá tenho de estar todo o dia, então que não me sinta infeliz. Desde que vim para cá e por graça, passei, de vez em quando, a trazer umas coisinhas doces, feitas em casa. Ao princípio, perguntava-se quem tinha feito anos. Agora perguntam-me quando volto a trazer umas coisinhas para degustarem. [o meu ego também tem ficado mais cheio à conta disso].
Na segunda, acabei por trazer uns biscoitos acabadinhos de fazer [o patrão proibiu de fazer mais ou a bala…

o que havemos de fazer?

Existem assuntos entre os dois que basta o olhar para percebermos o que vai na cabeça do outro. Não todos, mas alguns. Este fim-de-semana voltou a acontecer quando estávamos a namoriscar um com o outro em frente à lareira do meu sogro. Na TV passava uma reportagem sobre o Banco do bebé. É difícil ficar alheio/a às situações descritas.  Imaginar alguém com fome é difícil; imaginar bebés sem comida, sem roupa, sem nada é ainda mais doloroso.
Fixámos o olhar um no outro e lemos a tristeza na cara um do outro. Por toda a situação e por nós. Temos tudo para dar a uma criança. Mas não a conseguimos conceber. Outros há que não têm nada, mas têm uma criança nos braços, a depender da bondade alheia.
É tudo triste [exceptuando o apoio desta instituição que permite que haja crianças um pouco menos infelizes no berço].

acho que este é o momento de contar

Há uns largos meses, o meu irmão foi a um supermercado onde habitualmente os produtos têm um custo baixo. Enquanto recolhia o que pretendia da prateleira reparou numa mulher na casa dos trinta, com uma criança de colo num carrinho e outra um pouco mais velha.  Os três estavam limpos e vestiam normalmente, sem qualquer luxo. Ela tirava e voltava a colocar produtos na prateleira. Parecia fazer contas. Chegado à caixa, a dita mulher  encontrava-se umas pessoas à frente do meu irmão. As compras resumiam-se a duas latas de sardinhas, dois sacos de pão e um pacote de leite. Não existiam doces, nem refrigerantes. Quando chegou a altura de pagar, a conta era maior do que aquilo que a carteira tinha dentro. A rapariga da caixa perguntou-lhe o que queria  tirar. Indecisa sobre o que tirar, já que tudo tinha sido escolhido a dedo, ela resolveu tirar um saco de pão. Atrás do meu irmão, uma mulher soltou um" Se não tem dinheiro, que pague com cartão" O meu irmão, a quem aquilo estava a …

reflectir

Acho que ESTA SENHORA disse tudo!

[nunca tive oportunidade de lhe dizer, mas gosto muito do que escreve]

coisa para me deixar en(o)j(o)ada

Não aprecio o carácter de homens que começam conversas com piu-piu-piu e acabam em estilo có-có-ró-có. De pobres coitados a reis do bairro. De maridos derrotados pela rotina a D. Juans de algibeira. Qeixam-se que não conseguem (re)conquistar as suas mulheres mas já se acham capazes de ter lábia para as mulheres dos outros.

Pensar demasiado

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daqui
Nos últimos tempos, dou por mim a pensar nas coisas que devia ter feito, ao longo destes anos, e não fiz. Este é o pior dor remorsos, porque raramente me arrependo do que fiz. Talvez porque pondere demasiado antes de fazer seja o que for. Agora, se ainda for a tempo, tento recuperar o que deixei lá atrás. Há coisas irrecuperáveis. É a vida.

o que eles querem é abraços e beijinhos

Hoje estive a contabilizar as aulas de dança.  São cinco as que tenho nestes pés, faltam mais cinco para a findar a primeira tranche. Mas vou continuar porque me divirto à brava. Aparte estas contabilidades, já estou em condições de alinhavar umas quantas coisas que vou observando. Ainda não estou apta para abrir nenhum baile de debutantes - até porque já não sou moça casadoira - mas a minha percepção está no compasso certo.
As aulas de dança, tal como disse aqui, servem muitos objectivos. O da possibilidade de engate é um deles. Pois bem, mais cedo do que eu esperava, já houve baixas.
Há homens que não percebem o quanto inconvenientes podem ser, e o que é um prazer- como a dança- pode passar a ser uma tortura. Às vezes, mesmo não tendo espaço de manobra, aventuram-se a levar um redondo "estás-me  a incomodar", assim, olhos nos olhos. Atrás disto virão outras menos agradáveis de ouvir (e de dizer). A propósito disso, uma das mulheres já desistiu das aulas, porque um dos hom…

coisas tolinhas

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tarde de biscoitos (em forma de coração) e uma declaração de amor.




a vida é lixada e o amor não muda os outros, muda-nos!

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daqui

Os meus pais namoraram cerca de ano e meio, e casaram tinha a minha mãe dezanove anos. Hoje são poucas as pessoas que se casam com esta idade. A maturidade também é diferente. Recordo-me da minha mãe dizer que o meu pai era diferente nos tempos de namoro. Contudo, já apresentava algumas manias que a minha mãe julgava que passariam quando casassem. Não tardou muito a notar que se enganara redondamente. Os defeitos eram mais vincados e um casamento não muda isso.
Esta semana ouvi uma história de um casamento desfeito, a propósito do que cada uma das partes espera desse passo. Contava-me ela, a propósito de outro acontecimento, que tinha namorado quatro anos e estava casada há outros tantos. Durante o tempo de namoro alinhavaram o projecto a dois, onde incluiam a vontade de ter filhos. O casamento aconteceu mas a vontade de ter filhos parece que não. Ela tinha vontade de ser mãe mas ele não queria ser pai. Estão separados há um ano. Ela acusa-o de falta de maturidade já que sempre…

para que serve o teu blog?

Há uns anos quando comecei com isto dos blogues, as coisas eram um pouco diferentes das de hoje. Não sou veterana nisto mas tive o primeiro blogue há quase cinco anos; tenho algumas experiências boas e más que poderia descrever. Interessa pouco para o caso. Porque me apetece falar das modas na blogosfera.  Um dos princípios básicos dos blogues, inicialmente era a existência de pseudónimos. Há pessoas com uma imaginação fantástica para inventar nomes de blogue e pseudónimos. Ainda hoje, passados estes anos todos, são poucas as pessoas que sabem o nome da minha cidade, o que faço, qual o meu estado civil. Nem faço questão de divulgar. Mas já lá chegarei.
Quando o campo de seguidores começou a aparecer no blogger, as pessoas acediam em massa uns ao blogues dos outros. Ainda hoje há abordagens nos comentários que vemos, de vez em quando, do género: "estou a seguir o teu blog, segue também o meu". Depois vieram os selos, de rajada. Toda a gente inventava selos, repescava selos d…

a modos que é assim

Estou cheia de vontade que o dia acabe. Hoje é dia de dança. Tem-me feito bem à alma, ao espírito e ao ego. Apesar de me rir mais do que dançar- e acabo por fazer toda a gente rir também - estou a gostar imenso.Tem sido uma experiência muito gira, que ajuda a soltar-me. Os pés já não são de chumbo, mas ainda não cheguei à fase de parecerem leves como uma pena. Ao contrário do ginásio, a dança é tudo, menos monótona. Bem, as músicas deixam um pouco a desejar, mas é o que há. Aprende-se a ter tolerância a alguma pimbalhada. Conta a diversão.
Agora somos mais que nas primeiras aulas. Há pessoas de quase todas as idades e motivações para dançar. Há pessoas que vão para aprender, fazer exercício e divertir-se - como é o meu caso (encontrei lá uma velha conhecida do tempo do liceu, que também vai ao mesmo). Depois há os que querem perder a timidez, outros disfrutar da dança, e os que querem usar a dança fora das aulas como a forma mais fácil de conhecer alguém, para relação futura. E por ú…

gosto muito mais de rádio que tv

Era uma adolescente quando comecei a por ouvir uma rádio regional, muito badalada pela escola secundária  onde andava. Já no fim do liceu, a Antena 3 era a minha rádio favorita. tenho estado a tentar lembrar-me dos meus locutores preferidos da altura, mas já lá vão quase 20 anos. Quando fui para a Universidade, andei a saltitar entre a Comercial e a RFM. Também não me lembro dos locutores da Comercial na altura, mas lembro-me do Pedro Tojal a acordar Portugal na RFM. Quando saí do ensino superior, voltei à Comercial, fidelíssima de manhã à noite. Até há poucos meses.  O programa da Sónia Morais do Cocó na fralda, na Antena 1, arrastou-me por acaso, para a Antena 3 onde descobri o programa do Alvim. A saída do trabalho já tarde e a viagem de de regresso a casa acabaram por me tornar uma fiel ouvinte. A Prova Oral do Alvim já tem onze anos e eu só a descobri há poucos meses. Vale a traição à Comercial à tardinha. Hoje o convidado foi o José Rodrigues dos Santos. Se antes não tinha curi…

Dói à brava

Por aqui a semana tem sido muito animada. oh se tem... se não fosse esta dor de dentes, era um tédio. :S

Era o que me faltava!

[a dentista diz que está tudo bem. mas eu tenho estado a praticar contorcionismo, tais são as dores...]

Adenda: como a dor de dentes se sentia só, veio a dor de ouvidos fazer-lhe companhia.

Maratona de filmes

Enroscámo-nos num dos sofás da sala, com mantinhas quentes até ao pescoço. Ainda não acendemos a lareira. Não exageremos!
Tentámos ver "A advogada" sem sucesso: problemas técnicos com o filme. Havemos de voltar a ele. Achámos o "Para Roma, com amor" um filme pouco coeso e cheio de (muitas) histórias sem sentido. Sei de quem goste de Woody Allen - eu não. Palavra que tentei. Desistimos por falta de interesse.  Gostámos muito do "Salmon Fishing in the Yemen".  Já tinha lido bons comentários sobre o filme, apesar do título parecer estranho para atrair as pessoas a vê-lo. A máxima deste filme é basicamente: "Enquanto houver  hipóteses, eu tenho de ter fé". O marido desistiu da maratona a meio. Adormeceu encostado ao meu ombro.  Eu apostei em ver "As Serviçais" e foi, como se diz, terminar em beleza. Grande filme, grande história. Aposto que o livro ainda é melhor. 
[momentos a repetir, mesmo que haja alguém que não aguente e adormeça]

domingo bom

Nem é necessário escolher um restaurante gourmet ou sentar na melhor sala de cinema. Não é necessária a melhor colheita de vinho de um determinado ano para brindarmos a nós, à nossa saúde, à vida que temos, aos nossos sonhos. 
Hoje fizemos tanto com o essencial que temos. E valeu tanto!




Reajustes

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Por aqui, não há  surf, mas há leitura. Tudo o resto se mantém. Com tempo de chuva, é o que apetece.

Nem mais!

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foto pessoal