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A mostrar mensagens de Abril, 2013

aturo cada coisa

Cada vez mais acredito que este novo termo de "segunda adolescência" se adequa muito bem aos tempos modernos, em lugar da chamada crise de meia idade. Os casamentos [ ou relações similares] estão a desfazer-se à velocidade da luz (exagero, eu sei). As mulheres estão cada vez mais soltas e oferecidas e os homens agradecem. Sexo sem compromisso parece aquilo que todos desejam. Quando o objectivo é o mesmo, para quê perder tempo, pensam todos. [já falei disso, algures aqui no blogue, mas confesso que a área comportamental me fascina. fica mais este registo.]
Ontem, nas aulas de dança, um dos meus pares habituais, que já perdeu qualquer réstia de timidez- e eu não contribuí absolutamente nada para isso -  estava ansioso por me contar as suas últimas aventuras. Estava embevecido pelos elogios recebidos nos seus últimos encontros com mulheres. Porém, assustava-se com as investidas delas; partir do primeiro encontro para a cama era rápido demais. Sentia-se nas nuvens pelos elogios…

Diz o roto para o nu

Tenho sempre muito receio - e alguma cautela, por consequência - de estar a apontar defeitos aos outros, que seja incapaz de reconhecer em mim própria, estando eles lá. {vemos o agreiro nos olhos dos outros, quando no nosso temos uma trave} Admito que, nem sempre controlo a língua. Arrependo-me mesmo, mesmo de ter aberto a boca.
Se eu não sou exemplo, para que exigirei isso dos outros?

para matar tempo

Quando me perguntam qual é o filme da minha vida, encolho os ombros. Avaliar o cinema enquanto arte é coisa que não sei fazer. Vejo filmes por pura descontracção. Não estou a avaliar os pormenores técnicos e, a maior parte das vezes, nem sei os nomes dos actores ou serei incapaz de dizer outros filmes onde já tenham entrado. A minha ignorância nesta matéria é assumida. Agora que consegui voltar a ver filmes pelo computador - havia uns problemazitos de ficheiros, finalmente ultrapassados - tenho optado por filmes a pender para o romântico sem que a história seja muito rebuscada ou cheia de grandes aproximações à realidade. Talvez precise de estar envolta numa aura romântica. É só mesmo para descontrair ou passar o tempo nas ausências dele - as noites custam-me tanto a passar, quando ele fica a noite fora. Este fim-de-semana foram dois: um filme, ele viu comigo, mas cansado como estava apagou rápido, mas bem se esforçou por manter os olhos aberto. Estou tentada a manter-me neste regist…

Ai se o nariz crescesse...

E quando, por circunstâncias várias e um bocadinho de observação, percebemos que as pessoas estão a mentir? E pior, mentem numa coisa que não precisavam de o fazer, porque ninguém ganha nada com isso. Fazem-no deliberadamente, como se de uma verdade se tratasse. É uma mentira que nem serve para impressionar {julgo que é isso que pretendem}. Só porque sim.
Acho que, de tanto mentirem, acreditam que é verdadeiro.
E a blogosfera tem tanta mentirinha, valha-me Deus [não confundir com omissões- acho-as necessárias, para  salvaguarda de quem escreve].

há um tempo para escrever, outro para parar

Normalmente, chego ao domingo à noite com a sensação que já não tenho mais nada para dizer por aqui. Penso que vou dar-me um tempo  e afastar-me da escrita. depois, a semana começa e afinal, há sempre algo para dizer. quanto mais não seja, algum disparate. [é por isso que raramente revolvo os meus posts antigos.]


e voltamos ao mesmo

vento + queimadas = incêndio = marido em serviço = mulher preocupada

uma boa companhia e um medo silencioso

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Aprontei-me para tomar conta dele. Acho que também esse é o papel de madrinha. Ainda consegui ler umas quantas páginas do livro, antes de ele acordar. O berreiro anunciado pelo pai foi mais certeiro que a chave premiada do euromilhões. "eu quero a minha mãe". Tentei manter a calma - sentir-me segura-,optei por lhe explicar que a mãe não estava e que não podia falar ao telefone. Não foi fácil explicar-lhe o silêncio, mas ele foi acalmando com as minhas explicações e fazendo-me algumas perguntas pertinentes.
[No outro dia perguntou à minha cunhada quem morava no cemitério; hoje não lhe iria explicar a morte - algo ainda tão inexplicável para mim].

Bendita Ovelha Choné que lhe ofereci, que acabou de todo com as lágrimas  e deu lugar a gargalhadas e muitas histórias inventadas. Vimos um DVD da Disney; nota-se que o Mickey é o seu boneco favorito. Diz ele que o Donald  não sabe falar nada e a Margarida fala muito bem. A Minnie tem um vestido giro, parece uma princesa.
Só me apete…

Vamos colorir 2013 [Abril - Lemon 3]

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Estou atrasada na edição do desafio. Queria fugir à rotina de fotografar flores amarelas. A foto foi sendo adiada.
Foi tirada com o telemóvel; portanto não tem a qualidade que eu desejaria. Fica o registo. Amanhã tentarei publicar a desta semana, ficando o desafio actualizado.




não sei se outros sentem isto

Não são poucas as vezes que me sinto diferente dos demais. e diferente não significa sentir-me melhor. Pelo contrário. 
É tão difícil explicar.

Quando tem de ser!

Sei que custa vir trabalhar depois de um feriado e imediatamente antes do fim-de-semana. Eu própria teria muito razão para estar aqui de trombas, porque estava a contar ficar de férias, decidido à última hora pelo chefe, não foi possível devido à sua ausência*. No entanto, se cá tenho de estar que, ao menos, não esteja com ar sorumbático. Tenho quatro pessoas à minha volta - todas elas já contavam trabalhar hoje - e têm ar de que toda a gente lhes deve e ninguém lhes paga. Não se lhes pode dizer nada , que emitem uns grunhidos e pouco mais. Estão com ar assassino por eu chegar com sorriso na cara. Vale a pena estar de trombas? Acho que não.
Se já sabiam que ia assim, porque raio hão-de tornar as coisas mais difíceis do que já são?
Quanto a mim, é esperar que isto passe, porque logo, é mesmo fim-de-semana e eu já despachei a obrigação de ir à serra, para aproveitar os próximos dois dias de uma forma belíssima - chova ou faça sol!

* ainda teria mais razão para estar aborrecida, porque o…

momento sexy

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cada vez que ouço esta música, confesso que lhe atribuo uma etiqueta especial. :) As pessoas quando me vêem de manhã dentro do carro a dançar , a batucar com os dedos e a bater palmas para acompanhar as músicas, devem de achar que, eu, além de perigosa condutora não devo ter as oitavas todas. mas eu não me importo nada!
Andava há tanto tempo para a colocar aqui, e hoje é que foi.
Obrigada pela vossa visita e pelos vossos comentários acerca dos meus trinta e seis anos; espero (quero) responder individualmente a cada um deles - algo que já comecei a fazer. Obrigada por estarem desse lado.
Raramente me dirijo directamente a quem me lê, porque acho que isso é presunção da minha parte. [presunção e água benta, cada um toma a que quer...]As pessoas devem vir  e voltar se assim o entenderem [porque se sentem por aqui bem], e não deverão ser os meus posts um apelo acérrimo à visita. Escrevo principalmente por mim, não pelo que esperam de mim, ou pelo que espero dos que me visitam.

trinta e seis

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Pronto, cheguei cá. é isso que importa. ter saúde, família, um amor para o resto da vida e uns trocados no bolso, é isso que importa. [importariam outras coisas, mas agora não são para aqui chamadas]

pronto, estou mais velha, mas não sei se estarei mais sábia. trinta e seis já cá cantam.


imagem retirada daqui

mensagem parva para relembrar os últimas duas horas dos trinta e cinco (nasci às duas da manhã)*

é meia noite. estou a morrer de sono. as queijadas de leite não ficaram com a  melhor aparência do mundo. Mas não estão más. a esta hora ainda ando à procura de uma receita fabulosa de um bolo ainda mais fabuloso para fazer antes de ir para o trabalho. não gostaria de ir de mãos a abanar. nem de repetir receitas anteriores-
vou dormir. talvez o mal não seja velhice mas apenas sono.

* este deve ser o post com o título mais longo e estúpido que já escrevi. não, não bebi nada.

acontecem sempre coisas que acho improváveis...

Se no ano passado aconteceu ISTO, este ano quase toda a gente me está a querer dar os Parabéns um dia antes. Desde manhã cedo que não páro de receber sms, embora isto já tenha começado na sexta. Espero bem que não dê azar - dizem que dá... (acho que) não sou supersticiosa, mas começo a  ficar apreensiva. Esta lembrança em massa é capaz de ter alguma força.
Amanhã ninguém se lembra. Ora eu a querer fazer passar o dia dos trinta e seis depercebido, e não tenho falado noutra coisa...

Ainda não perguntou...

Faltam três dias e ele ainda não me fez a pergunta tão habitual. Não quero nada, e é verdade. Basta que esteja ao meu lado para mais um ano de vida.  Uma semana antes, ele costuma andar sempre de volta de mim a perguntar o que quero. Das duas, uma: ou se esqueceu - apesar de ter a data escrita na agenda dele que eu já vi; ou anda a aprontar alguma surpresa tão bem maquinada  que desta  vez que eu não desconfio. Costuma ser difícil esconder.
Este ano não me apetecem comemorações. Já recusei um jantar para assinalar o dia. Vai ser um dia igual aos outros. Apetece-me pouco sair dos trinta e cinco e entrar nos trinta e seis. 

dentro de casa

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Mora um pouco da Primavera.

Espero que o S. Pedro não faça birra e mande frio. Já limpei a lareira e comecei a dar espaço à Primavera para entrar.


o veneno de sempre

Nos últimos meses senti que saía da cápsula negra em que vi envolvida por bastante tempo. Acho que isso se notou claramente por aqui. Até eu me surpreendia depois de ler o que escrevia. Senti-me também um pouco tola, pelas palavras, por vezes, infantis (?) e apaixonadas que fui deixando. Tornei-me uma pessoa mais descontraída, menos preocupada, mas feliz, ou feliz de novo. Parece, por agora, que a sucessão de episódios marcantes se rompeu. Foi o que me levou durante muito tempo a ser um frangalho humano. Sou naturalmente alegre e bem disposta e há até quem diga que tenha uma gargalhada contagiante. Mas, por me ter tornado mais optimista, não quer dizer que não tenha os meus momentos negros, introspectivos, de desilusão e descrença, ou revolta. Prevejo quando acontecem mas não consigo evitá-los - apesar de fazer um grande esforço para que não aconteçam. Eu realmente posso dizer -porque está provado comigo - que as hormonas têm, em mim, um efeito poderoso. Quando isto acontece, sei qu…

certeza e esperança

À beira dos 36, ainda não será este ano que terei o (único) presente de aniversário mais desejado.
Eu nem sou de pedir nada...

Vamos colorir 2013 [Abril - Lemon 2]

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{trevo daninho}
Quando era miúda colhia flores destas aos molhos; achava-as tão bonitas. Colocava-as numa jarra na mesinha de cabeceira para acordar a olhar para ela; no dia seguinte já estavam murchas.  As pessoas consideravam esta flor uma praga mas era magnífico ver tanto amarelo deste espalhado pelos campos.

depois da boa disposição

só que me apetece ir gritar meia dúzia de impropérios para um descampado qualquer - pode ser um campo de malmequeres-  para ver se isto chega ao fim do dia sem consequências dramáticas. [sem mandar alguém às urtigas]

Uma vez li, em qualquer lado, que quando lhe aconteciam vontades destas à pessoa, escrevia os palavrões e voltava depois a apagar. não creio que isso resulte. A voz tem que sair para que a purga se dê.

situações embaraçosas

Ontem saí da hidroginástica por volta das 22h, como habitualmente. Como vou directa a casa limito-me a vestir o essencial para ir composta. Entro no carro, mando uma sms antes de dar à chave. [Depois do acidente, em que ia de olhos bem abertos e postos na estrada, tento não facilitar com o telemóvel.] Arranquei,  um quilómetro mais à frente apanho uma operação stop um pouco  camuflada. Qual é  a primeira coisa que penso assim que o senhor agente me manda encostar? Não pensei na carta verde que podia não ter, nem nos meus documentos ou nos da viatura. Já cheia de vergonha, pensei  que não tinha soutien. Contava seguir directa a casa, sem parar no caminho. Tinha tirado o casaco quando cheguei ao carro; sem ele sentia-me mais exposta. O raio deste pormenor só se começou a desvanecer do pensamento quando o senhor agente da autoridade me pede a carta verde, e eu não encontrava a de 2013. Lembrei-me que a podia ter deixado no escritório, quando tive de tratar da declaração amigável para pô…

na vida real e nas redes sociais* - o que não gosto

Não gosto de achincalhamento público - quando alguém tem algo a dizer, deve chamar a  pessoa à parte e mostrar-lhe que procedeu mal; nunca fui adepta da humilhação mas a pública é a que mais marcas deixa; Não gosto que as pessoas apliquem alcunhas, mesmo quando já vêm de algumas geração atrás. Detesto que as criem para quem acaba de chegar a uma organização; Não gosto que manobrem os mais fracos para atingir os fins; Não gosto de tratamentos diferenciados  só porque uns são licenciados, outros têm o ensino secundário e outros são analfabetos. Nascemos todos da mesma forma; Não gosto que façam pouco da ignorância dos outros; não gosto do uso dos pronomes demonstrativos para identificar os outros, algo do tipo: esta sabe, aquele faz, esse daí. As pessoas têm nome e é assim que deveriam ser tratadas; Não gosto dos que criticam a diferença só porque parece bem dizer mal. Há muitas coisas mais que não gosto nesta sociedade cada vez mais virada para a individualidade e para o apedrejament…

debates filosóficos lá de casa

Estivemos a debater porque é que cada um de nós começou a amar o outro? se há motivos em específico para isso, ou aconteceu e não se consegue explicar. Eu lancei argumentos como a sua personalidade; ele argumentou e fundamentou a sua opinião com contra-exemplos aos que fui dando.  Demos por encerrado o debate com a  frase já conhecida: não se escolhe quem se ama. Ama-se e pronto :)

aquele sorriso

Se eu chego e ele já está em casa, pergunta-me logo como foi o meu dia. Normalmente, sou sempre evasiva nas respostas, porque nunca acho relevante o que tenho para contar. Ou que não vale a pena estar a chatear-me outra vez. Ou porque sou assim, quando tenho de falar de mim. Sei lá! Os primeiros minutos acabam por ser aproveitados entre terminar o jantar e os "casos" dele. na maior parte dos dias, não há finais felizes. Infelizmente. Ontem havia um desses casos. Começou a contar e li-lhe logo na expressão que me iria impressionar;  pedi-lhe que parasse se soubesse que isso ia acontecer. Estancou a frase que lhe ia a sair mas adivinhei o fim, a causa e palpitei a idade. Fiquei estarrecida, apesar de não conhecer a pessoa transportada. Acabámos num debate sobre a morte. Algo que normalmente evito e que para ele é tão natural como a sede. Ele acredita em Deus, acredita que as pessoas que praticam o bem, podem não ser compensadas nesta vida pelo bem que praticam, mas que o ser…

importância

As pessoas  {e as coisas} que nos entram pela vida terão  importância que nós lhe dermos.
Vou aprendendo isto todos os dias; provavelmente torno-me mais egoísta. Eu diria que resguardo mais o coração.

fazer as pazes com o calendário

Gostava de saber o que adianta as pessoas andarem de trombas por ser segunda-feira. Eu ficava assim, se me ofendessem ou me espezinhassem. Não podemos ir contra as segundas-feiras. Vêm sempre no calendário! As caras de segunda de gente que não convive bem com o calendário cria mau ambiente ao seu redor. E isso não ajuda nem um bocadinho a melhorar as segundas.

é a minha opinião

Tenho algumas subscrições no Reader, de pessoas que outrora escreviam muitíssimo bem. Encantavam. Agora, os blogues não passam de montras, cheios de fotos disto e daquilo a publicitar um número infindável de produtos. Não estou contra. Porque cada um sabe das linhas com que se cose. Definivamente, eu é que deixei de ter interesse. Não tenho uma veia muito consumista, é o que é.

Bom dia

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Não custa chegar a segunda-feira se avaliarmos o fim-de-semana com nota mais; percebermos que tudo o que tínhamos para fazer ficou feito, e ainda houve tempo para descansar. E fizémos tanto, tanto!

Bom dia a mais uma semana de Abril, com uma música que também gosto muito:




Vamos colorir 2013 [Abril - Lemon 1]

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{acabadinha de tirar}


Oh, malmequer mentiroso!
Quem te ensinou a mentir?
Tu dizes que me quer bem
Quem de mim anda a fugir! Desfolhei o malmequer
No lindo jardim de Santarém!
Malmequer, bem-me-quer,
Muito longe está quem me quer bem! Um malmequer pequenino
Disse um dia à linda rosa:
Por te chamarem rainha,
não sejas tão orgulhosa! Malmequer não é constante,
Malmequer muito varia!
Vinte folhas dizem morte
Treze dizem alegria! (Amália Rodrigues)


Não vou ser original, mas quem não pede não o ouve Deus

Já andava para escrever isto, ainda antes de Abril começar, mas não aconteceu. Entretanto já vi dois ou três blogues com uma iniciativa semelhante à que pretendia fazer. Pensei se não seria interpretada como copiona de ideias mas, como é por uma boa causa (assim o acho), os outros podem pensar o que quiserem. Então é o seguinte [o meu marido começa  assim a frase quando não sabe muito bem como pedir]:
Para os que tenham que pagar IRS, podem fazer seguir 0.5% do imposto a devolver ao Estado, para uma instituição à escolha. Haverá muita gente que não conhecendo as instituições, acaba por se recusar a dar. Podia seleccionar umas quantas que acho que merecem atenção; no entanto, acharia boa ideia que esses 0.5% fossem direitinhos para uma instituição bem perto de cada um de nós. Se a vossa cidade, vila ou aldeia tem uma associação de Bombeiros Voluntários - qause todas elas estão a passar por muitas dificuldades- que tal a doação ser feita aos soldados da paz?
Sei que sou suspeita em pe…

mais uma tatuagem

Há coisas que, inexplicavelmente, nos marcam mais do que o que julgamos. O melhor é colocar um sorriso nos lábios e esconder a  tatuagem feita pelos acontecimentos, num sítio mais recôndito de nós. Seguir para a frente (sem olhar para trás) continua a ser o lema.

dois modos diferentes de ver as coisas

Sei que há coisas que me custam um bocadinho a esquecer, por muito que pareçam não ter importância. Ao longo do tempo, tenho tentado dar mais importância ao que vale realmente a pena e esquecer o que é acessório. Isto é a propósito de uma conversa que se passou entre mim e a minha cunhada- a mulher do meu irmão- de quem gosto muito.
Só voltei a casa na segunda, por causa da Páscoa na casa do meu sogro. Apenas pude receber o meu afilhado lá em casa, na segunda à noite. É tradição a visita dos afilhados aos padrinhos. Já passaram dois dias e este assunto já não devia pairar aqui. De vez em quando, os mecanismos cerebrais fazem a memória  trazer isto à tona. Talvez porque nas últimas semanas tenho tido conhecimento de casais que tentam engravidar e não conseguem.
O deleite do meu sobrinhito - que ainda não tem 3 anos - é brincar com uns gatos de madeira que tenho na mesa da sala. Mal entra, senta-se no tapete, e posiciona os gatos e cria conversas entre eles. A mãe diz-lhe que ele tem d…

o nosso caminho

Estamos muito mais receptivos, em geral, à ideia dos outros como receptores dos nossos desabafos do que como emissores de conselhos.
Por muito genial que seja um conselho - e até podemos reconhecer, efusivamente, que o é- nós só o vamos tomar como executável quando estivermos verdadeiramente preparados para isso. Mesmo que essa seja a resposta correcta ao nosso problema. Precisamos ser nós a chegar lá, a encontrar o caminho, mesmo que os outros já nos tenham dado a direcção. Chegamos lá, nem que demore a vida inteira. Nunca será porque os dedos nos outros nos apontam o caminho mas sim, porque, finalmente estamos preparados para a resposta que sempre esteve defronte do nossos olhos. Podíamos adiantar tanto, sofrer menos, viver mais. Somos assim.

mês preferido

Dizer olá ao Abril é ficar um ano mais velha. Mas não me importo.
Gosto de Abril, acho-o um mês diferente de todos os outros. É um mês de muitos aniversários na família mas só eu sou Touro.
Não há listas de desejos materiais para a data. Tenho tudo o que é essencial. Quero um coração cheio junto dos que amo e me amem, e isso implica algo que o dinheiro não pode comprar. Esses são os desejos imateriais.
Abril será um mês como todos os outros. Abril será o que eu fizer dele.

Bem-vindo Abril!