quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

é isto que me faz pensar

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a rapariga que colecciona quilómetros

Hoje fui de casa para o hospital. Quase cem quilómetros. Do hospital para casa do meu sogro, outros cem. Amanhã vou de casa do meu sogro a um funeral, uns quatrocentos quilómetros. Regresso ao meu sogro - porque a passagem de ano tem que ser com ele - outros quatrocentos. Regresso a casa dia 1, mais duzentos. Volto ao trabalho na segunda, mais duzentos para cada lado. Vezes cinco.
 
Tenho ideia que mais de um quarto da minha vida é a fazer quilómetros. Acho que tenho razão para me sentir cansada. Tirando a questão do funeral, tudo o resto faz parte da minha rotina.
 
A única coisa que me apetecia mesmo era nem sequer sair da cama. Passava bem assim.
 
(ando a fazer um esforço para não desanimar, mas estou sempre a tropeçar em coisas que ainda me deixam mais triste. Tenho decisões importantes para tomar e nem sei que faça. )

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

carta

                                                                                  28 de Dezembro de 2016

Não estranhes se te escrevo. Sei que as cartas já há muito estão em desuso, mas esta parece-me a melhor forma de te relembrar algumas coisas. Gostaria de acreditar que, neste último ano, foste capaz de manter vivas na memória algumas das tuas resoluções.
Prometi que te escrevia e estou eu agora a cumprir. No tempo certo. E tu, que promessas a ti fizeste e cumpriste?
Sei que anotar resoluções de fim-de-ano numa agenda ou caderno bonito não te fazem cumpri-las. Deixa la, não és a única. És péssima a respeitar-te. Cumpres a letra as promessas que fazes aos outros. Contigo fazes batota.Ou será que mudaste?
Calculo que ainda mantenhas uma espécie de vergonha por leres coisas tuas, que escreveste no passado. Ainda guardas diários só porque sim. És incapaz de os abrir e ler algumas passagens que escreveste. Como se escrever te fizesse esquecer dores, promessas, sonhos e loucuras as quais não queres voltar mais. O teu mundo parece muito mais objetivo depois de despejares palavras. Espero que já te permitas falar do teu sofrimento sem o desvalorizar só porque os males dos outros te parecem mais difíceis de suportar. Não é egoísmo falares do teu sofrimento. Sabes que as pessoas acham que és invencível? Quantas vezes ouves as pessoas dizerem que não seriam capazes daquilo que tu consegues fazer sem vergar? Porque sempre te vêem com um sorriso nos lábios. Nunca te vêem lágrimas porque passas o tempo a querer escondê-las.

Estou eu para aqui a falar, mas ainda não sei como foi o teu último ano. Ou melhor, eu talvez saiba, mas gostaria que me falasses dele. Precisas que te relembre dos teus pensamentos nos últimos dias de 2015?
Será que voltaste a encontrar um emprego que te faça verdadeiramente sentir bem? Tu gostas demasiado da tua zona de conforto, e mesmo estando sofrimento, tens medo de pisar terreno desconhecido. Receias ficar pior do que o que estás.Espero que desta vez tenhas conseguido. Vi-te responder a alguns anúncios. Senti medo nesse teu passo. Sei que o teu salário era bom para os dias de hoje, regalias que poucos têm, prémios e gratificações que já poucos sabem o que é. E o resto? Qual era o preço a pagar por tudo isso? Sabes bem que era alto. Muito alto. As pessoas com quem trabalhavas acusavam-te de perfeccionista. Tu sabes que não era só isso. Sempre achaste que era melhor prevenir que remediar. A tua capacidade de ver para lá do visível sempre fez confusão às pessoas. Houve alturas em que gostarias de não ter uma sensibilidade tão apurada. Oxalá já não estejas constantemente a ver emails, a responder, a dar indicações para que nada falhe. Os outros precisam de errar para aprenderem. Mesmo sobrando para ti. Estou crente que agora só vês o mail profissional na hora de expediente e que desligas o telemóvel quando estás de férias. Penso que, no fundo, suspeitaste que o último tratamento de fertilidade tenha resultado num aborto por causa do nível de stress no regresso ao trabalho. Deixa isso. Não te apoquentes. Já passou.
Já voltaste a ser chamada para novo tratamento, mas desta vez recusaste. Admiro-te pela coragem. Podias pensar nisso como mais uma oportunidade, mas prometeste a ti e ao C. que não querias passar por tudo outra vez. Pela violência do percurso. há que ser sensato e não insistir. Acho que já começaste a interiorizar que não poderás concretizar o teu sonho de ser mãe. Foram muitos anos a tentar, com e sem ajuda. Todos os dias vais descobrindo maneiras de serem felizes. Nem tudo na vida está ao nosso alcance. Com esta tua consciência, espero que tenhas feito as pazes com Deus.
Por falar em felicidade, como foram as férias este ano?Andavam a pensar em fazer um cruzeiro. Espero que não se tenham decidido por locais com história. Conheço-te. Acabas mais cansada do que se estivesses a trabalhar. Nunca queres perder pitada. Não pode ser. Tomara que tenha ido avante a ida às ilhas gregas. O C. começou a falar-te nisto para te afugentar a tristeza e pareceste receptiva à ideia. Ou a Jamaica ou Republica Dominicana, como te chegou a falar o teu irmão no final do ano.
E livros? Conseguiste ler bons livros?Admite que, no ano passado, leste muito, devoraste livros, mas muitos deles eram uma verdadeira mediocridade. Faziam-te flutuar o coração, mas eram tão fraquinhos. Talvez fosse uma forma inconsciente de fugir a realidades pouco cor-de-rosa. De tornar mais leve o sacrifício em que se tornou a tua vida. Não ter sonhos tornou a tua vida tão pesada.
Aposto que conseguiste reduzir o stress e a ansiedade. Espero que tenhas cumprido a promessa de fazeres mais programas para relaxar, de conheceres lugares bonitos, de conseguires dormir mais e ate mas tarde.
Tinhas vontade de começar a dar um uso mais frequente à tua bicicleta. Conseguiste? Com a nova pista para ciclista feita no final do ano passado às portas de casa, espero que não tenhas arranjado desculpas , mantendo a bicicleta encostada à parede da garagem.
 
Com um corpo mais são, espero que tenhas ganho confiança para te preocupares mais com a tua imagem. Gostares mais de ti. Andavas esgotada há muito tempo, que o teu corpo só trabalhava em serviços mínimos. Ainda bem que decidiste fazer algo a esse respeito.
 
Como vês, nem eram assim tantas as tuas resoluções de ano novo. Logo, não deve ter sido muito complicado cumpri-las, pois não?

o teu eu do futuro


sábado, 26 de dezembro de 2015

coisas mal resolvidas entre razão e coração

O Natal veio. Eu, na cama antes da meia noite, ele a passar a noite de serviço nos bombeiros. Troquei os presentes com os meus pais logo depois do jantar e muito antes das doze badaladas já estava em casa. Os presentes do meu sobrinho ficaram para o dia de Natal.
Por aqui a vida vai tentando voltar a normalidade embora eu sinta que isto venha a demorar mais do que pensava.
Estou quase restabelecida fisicamente; felizmente, as complicações inicialmente temidas parecem estar a ser postas de lado. Ainda assim, volto ao hospital na antevéspera do novo ano. Para garantir que já nada sobra. A esperança foi levada com as hemorragias. Restava o medo das sequelas de uma gravidez não evolutiva, mas as analises e a ecografia parecem descansar-nos.

Psicologicamente, sinto-me fraca. Escondo a fraqueza na noite, nas insónias, nos momentos em que estou só.
O marido tenta abraçar-me vezes sem conta, fazer-me rir, alegrar-me, falar-me de umas férias fantásticas que quer que tenhamos. Esta a gerir realidade de modo que eu não me parta em mil bocados. Ainda assim, ontem ao almoço, nos meus pais, tive um ataque de choro que me fez levantar da mesa simulando a procura de um lenço para me assoar. O meu irmão berrou com o meu sobrinho, de uma forma, que não consegui controlar as lágrimas. Aquilo custou-me.
Faço crer aos outros que esta tudo bem, mas desta vez não será apenas seguir em frente. Houve algo em mim que mudou. Ainda não consigo definir o que foi.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

A vida é quilhada* [post pouco recomendado a gente com pressa]

Abril chegou e trouxe com ele uma esperança, um recomeço. Tive de mentir no trabalho porque, por lá a vida dos outros é um bom motivo para a coscuvilhice tão adorada pelo patronato. Tal como das outras vezes, e à hora que vinha no receituário, injetava-me na casa de banho. Dia sim, dia não, lá faltava ao trabalho - marcava férias, tinha tantas!- a minha colega com obrigação de me substituir fazia cara feia. Recebia recadinhos e maus humores dela porque não dizia ao que ia.
 Morria de medo de cada vez que era avaliada. Temia que me cessassem o tratamento por falta de resposta. Só queria chegar a punção, chegar bem, ter óvulos viáveis. E cheguei. A meio de Abril retirei 16 óvulos, oito deles maduros. Mas no dia seguinte recebi o balde de água fria. A técnica de reprodução medicamente assistida escolhida não tinha sido a adequada. Dada a qualidade óptima dos gâmetas julgava-se que a natureza faria o resto. Parece que os meus óvulos criaram uma espécie de imunidade e impediram a fecundação. Não soltei lágrimas. Não parti nada. Não disse palavrões. Resolvemos desistir. O meu marido disse que não queria sofrer mais. Não queria novo tratamento. Concordei com ele. Aceitei.

Este foi o meu presente de aniversário, o pior que tive em muitos anos... deixei me andar, perdi-me de mim, dos que me são próximos, passei a odiar cada dia mais o meu trabalho.

A vida foi dando outros pontapés que nem merecem ser referidos. Fomos acudindo os nossos e esquecemos as nossas dores.

Julho veio e a médica que me acompanha em PMA voltou a chamar-me para avaliação. Acabei por fazer a citologia com ela e não  com o meu ginecologista, a quem recorro anualmente para os exames de rotina. Fui chamada a patologia ginecológica. Morri e nasci tantas vezes entre Julho e Outubro. Havia fortes indícios de cancro do colo do útero. Só conseguia lembrar-me de que as coisas más não acontecem só aos outros. O medo com que acordava todos os dias, fez-me ter uma crise de pânico ao ponto de me perder no hospital, de não saber onde estava. Concluiu-se que o meu organismo tinha reagido no combate o vírus e aparentemente tudo está bem. Sou chamada em Novembro para novo tratamento de fertilidade; a alta motivação da médica leva-nos a concordar que merecemos dar outra hipótese a nós próprios. Opta-se por outra técnica. Decido marcar férias, decido não ligar nenhuma ao trabalho. Resolvo não me enervar. Empenho-me em ter esperança.
As injeções recomeçam, as idas ao hospital quase todos os dias também. Conheço duas outras mulheres que tem histórias de vida complicadas. Ficamos amigas. Descubro pessoas cá da terra que, tal como eu, escondem o mesmo que eu. Encontramos-nos no hospital e comungando do mesmo problema, fazemo-nos desconhecidos.
Saio da sala de cirurgia, meio adormecida e a deixar cair lágrimas em cascata. Dói-me tudo, sinto medo, não quero assustar o marido que ne segura a mão e limpa as lágrimas. Dezoito óvulos retirados. No dia seguinte recebo a noticia que 13 estavam maduros e nove fecundaram. Ao quarto dia depois da punção já só restavam dois. No dia da transferência, sobrou apenas um... e havia a dúvida se poderia ser transferido pois sofri hiperestimulação ovarica e tinha liquido nos ovários. A ecografia e as boas análises hormonais levaram à decisão de transferir.
Passei dez dias a afagar a minha barriga, a pensar que o meu feijãozinho ia agarrar-se ao meu útero. Via nos olhos do meu marido a preocupação, o medo. A médica havia dito para eu descontrair e pensar em coisas boas enquanto me colocava a sementinha no útero. Pensei em todo o amor daquela concepção, em todo o amor que iria dar-lhe. Tive esperança. Até dois dias antes do dia do teste sanguíneo de gravidez. Comecei a ter hemorragias. Na urgência do hospital, não conseguiram ver nada. Inclusive o teste à urina deu negativo. Disseram-nos que fizéssemos o teste sanguineo no dia marcado.Chorámos tudo o que havia para chorar; abriu se uma chaga tão grande no peito que me joelhei no meio da casa e quase sufoquei de dor e tristeza. As hemorragias fortes e densas eram a evidência que algo estava muito mal.
Fomos de mãos dadas ao hospital, ouvir a médica dar o veredicto. Choramos na viagem ate lá, com a música de Mariza como fundo. Esta será a música que sempre me lembrará este momento de vida. Sentámo-nos em frente a médica e ficamos surpreendidos quando nos disse que o teste era muito baixinho mas positivo. Estive grávida. Possivelmente a gravidez seria não evolutiva dado o volume da hemorragia que estava a ter e o valor beta abaixo de 50. Seria sintoma de aborto. Estávamos prontos para o negativo e agora aquilo. Teria de repetir a beta hcg dentro de dois dias para garantir que seria zero. Dois dias depois volto ao hospital para constatar o zero. Mas não foi isso que aconteceu. A hormona da gravidez continua baixíssima mas mais alta que a primeira vez. Teria de voltar a fazer o teste mais tarde para controlar as complicações que pareciam avizinhar-se. A gravidez ectópica parecia ser uma realidade. Hoje foi o dia de voltar a fazer o teste. Para não faltar ao trabalho, fiz o teste sanguineo num laboratório fora do hospital. Pedi urgência, para depois poder reportá-lo à médica do hospital. Contei à analista que ia fazer o teste para me livrar do peso da gravidez ectópica. Esperava que fosse zero para ficar descansada. Passado duas horas recebo via email a dosagem do beta hcg. Abro. O valor sextuplicou. Nunca desejei tanto um zero como neste últimos dias... ligo ao hospital. Tenho de voltar lá. Isto não e normal. Tenho de voltar a fazer o teste sanguineo e desta vez já posso fazer uma ecografia que já se conseguirá ver algo. Volto ao hospital na véspera de Natal. Só espero que as noticias não sejam tão más quanto os valores estão a querer demonstrar. Não quero fazer uma cirurgia ou tratamento porque a situação possa ser dramática e as minhas trompas possam estar comprometidas com um embrião a desenvolver se lá. Só quero que tudo acabe depressa sem mais chagas no coração, sem mais lágrimas, nem dores nem cicatrizes, no corpo e na alma. Já só quero esquecer que isto aconteceu, quero seguir em frente. E a decisão de não voltar a tentar e desta vez, é definitiva. A violência psicológica que estamos a sofrer acaba com qualquer racionalidade que se queira ter. Como me disse a enfermeira na ultima recolha de sangue: cada um tem que atravessar o seu deserto.

Nesta minha travessia do deserto abandonou-me a fé. Será um Natal que jamais esquecerei, pelas piores razões. e se todos os dias, pensamos que isto não pode ficar pior, o dia nasce e prova-nos o contrário. Já só quero ficar bem, depressa, e sem mazelas. Seguir em frente. Não se deve insistir em seguir o mesmo caminho, quando já se verificou que leva a becos sem saída. Será o fim da nossa jornada.

[Ponderei bastante em escrever este post. Porque me faltava ânimo, coragem. Porque poderia parecer leviandade minha falar da dor que sinto Há tanta gente com problemas tão complicados que, quando os ouço, deixo-me ficar calada a pensar se não estarei a dramatizar, se não deveria dar graças por ser só assim. mas tenho de deixar a dor ser verbal, para depois seguir em frente e em paz.]

*não aprecio nada esta palavra, muito usada nesta zona do pais. Podia ter usado um palavrão-ultimamente, uso-os muito, para aliviar toda a revolta que sinto. Hoje uso esta em substituição de uma bem feia.

sábado, 19 de dezembro de 2015

Quero lembrar bons momentos. hei-de escrever sobre os piores. para seguir em frente de vez.

Esta manhã aprontei-me, coloquei rímel nos olhos, pus perfume. Normalmente escuso-me a isso a um sábado de manhã. Sair com uma das grandes paixões da minha vida é um momento de levar a sério. Toquei-lhe à campainha, ele saltou para o carro depois dos beijos de bons dias. Ele escolheu o filme e ficámos somente os dois na sala. A "Viagem de Arlo" é uma história sobre o medo. O medo de ser diferente, o medo de não ser capaz. Chorei no escuro do cinema umas quantas vezes. Ele não tirava os olhos do grande écran. Não gosta de perder pitada. Foi difícil explicar-lhe o que é uma família adoptiva quando o filme estava quase no fim...
Combinámos a próxima saída talvez para a semana. Ele dá-me direito a escolher. Já lhe disse que gostava de ver O Principezinho. Acho que ficámos com novo encontro apalavrado.
 
Deixei a minha paixão de palmo e meio em casa. Fico contente quando o meu sobrinho toma a iniciativa de sair comigo.
 
[vim para escrever sobre outra coisa, mas ainda não estou preparada. "Também eu vou, Em busca da luz, Saio daqui, Onde a sombra seduz."]

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

aqui nao havera Natal

Este ano, nesta casa, a única coisa a lembrar o Natal serão os presentes comprados para o meu querido sobrinho, que adoramos.

A falta de ânimo partilhada pelos dois habitantes humanos desta casa não combina com festividades. Aboliu-se o Natal por tempo indeterminado.

(esta era uma das minhas épocas favoritas do ano. As adversidades da vida mudam o nosso lado cor-de-rosa)

domingo, 6 de dezembro de 2015

quando só temos uma oportunidade [e a vida tem pregado tantas partidas]



Presente de natal:
 
 
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coisas::9

Dado que os últimos dias (e os próximos assim serão) tem sido passados entre a cama e o sofá, e normal que a televisão tenha mais uso. Pelo menos tem mais zapping...

Não sabia que a TVI tinha um reality show, embora não me surpreendesse. Dou por mim a ouvir um trecho, dado a prepotência, arrogância da concorrente.

Desisti de parar por la. Já tenho uma Gisela na minha vida e não preciso de entrar em nenhum reality show. Se algum dia eu precisar descrever a alguém como e a minha cunhada (irmã do meu marido), hei-de lembrar-me da Gisela. Só não tem parecenças físicas, de resto e tal e qual.

Pro que estamos guardados... este ultimo ano não tem sido nada fácil com ela. E ainda faltam uns dias para o ano acabar e avizinha-se um convívio nada pacifico. Fico tão triste e perturbada com isto.

(isto do tablet decidir por mim o que devo escrever inutiliza parte das palavras acentuadas. E o possível, neste momento.)

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

leis do Universo serao validas?

Se a lei do retorno sempre existe, e agora que eu devia receber a parte que me toca. Ficaria agradecida ao universo. Não semeei ventos nem tempestades, não esperaria agora colhe-las.